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Moradores reclamam da falta de infraestrutura em Cabuçu

“Era uma casa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada”. A canção, interpretada por Vinicius de Moraes, traduz o sentimento de abandono dos moradores da Rua B, em Granjas Cabuçu, Itaboraí.

relogio min de leitura | Redação 23 de fevereiro de 2016 - 16:29
A dona de casa Rosilene mora na Rua B, há um ano, e reclama da falta de estrutura básica
A dona de casa Rosilene mora na Rua B, há um ano, e reclama da falta de estrutura básica -

“Era uma casa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada”. A canção, interpretada por Vinicius de Moraes, traduz o sentimento de abandono dos moradores da Rua B, em Granjas Cabuçu, Itaboraí. Sem saneamento básico, asfalto, iluminação pública e até mesmo poda de árvores, os moradores do local reclamam que vivem em uma rua esquecida pela prefeitura e que nada funciona.

“Eu moro no local há um ano. Desde então, pedi para a Ampla fazer uma instalação de luz na minha casa, mas eles se negaram porque a prefeitura precisa podar as árvores primeiro. Só que moro em uma rua completamente esquecida, onde a prefeitura é incapaz de vir reparar os problemas”, contou a dona de casa Rosilene Mota da Silva, de 32 anos.

Ainda segundo a dona de casa, por causa de um esgoto a céu aberto que corre em frente a sua casa e acumula focos de mosquitos, ela e seus quatro filhos acabaram contraindo o vírus da Zika no último mês.

“Além do cheiro de esgoto insuportável, a gente ainda tem que conviver com o perigo de contrair uma doença por meio de mosquitos contaminados”, explicou Rosilene.

Para o aposentado José Carlos Teixeira, 76, o pior problema é a falta de asfalto e excesso de lama e buracos na via.

“Quando chove, fica impossível passar por aqui. Quase nenhuma rua daqui do bairro foi asfaltada. A única que tem calçamento foi feita com o dinheiro do próprio comerciante do local”, disse.

A não existência de iluminação pública também é algo que deixa os moradores a mercê do perigo e com medo até de saírem de casa.

“Com a quantidade de ocorrências de assalto que tem aqui, a falta de iluminação pública é apenas mais um dos detalhes que deixa a gente completamente a mercê dos bandidos”, comentou a manicure Kátia Machado, 32.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Itaboraí foi procurada, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.

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