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Grupo busca recursos para financiar revista em quadrinhos

relogio min de leitura | Redação 18 de outubro de 2015 - 21:30

Elenildo Lopes e Gabriel Rocha integram o projeto e a campanha criada para consolidá-lo

Foto: Alex Ramos

Por Elena Wesley

“Comandados por um maléfico e insano ditador, uma poderosa raça alienígena assola nossos recursos e nosso povo. Já nos acostumamos a isto? Não, não desta vez. Agora o Protocolo A Ordem será ativado!”. Quem é fã de histórias em quadrinhos já está familiarizado com sinopses como essa, mas poucos devem saber que “A Ordem” tem raízes brasileiras. O projeto é resultado de uma mobilização de mais de 20 quadrinistas ao redor do país, cujo objetivo é reunir, em uma única publicação, diferentes heróis nacionais. Para isso, o grupo busca recursos em meio virtual para financiar a obra.

A ideia surgiu com o ator e publicitário Elenildo Lopes no ano passado, quando os artistas realizaram a primeira campanha de arrecadação. Como o valor foi insuficiente para contemplar a ideia inicial, a proposta sofreu adaptações.

“Entendemos que, mesmo não alcançando a meta necessária para contratar profissionais de referência no mercado, muitas pessoas confiavam e tinham interesse no projeto e, por isso, adaptamos a ideia para uma produção totalmente autoral”, explicou o niteroiense Elenildo, criador do personagem Capitão R.E.D., inspirado no Capitão Nascimento do filme “Tropa de Elite” e protetor da “Cidade Sorriso”.

Os artistas dos quadrinhos têm até o próximo sábado para arrecadar os R$6 mil que faltam para atingir a meta do projeto (www.catarse.me/protocoloaordem). Até agora, 96 páginas do roteiro estão produzidas, 30 delas desenhadas e 10 totalmente coloridas. A previsão é que a impressão dos mil exemplares de “Protocolo: A Ordem” esteja finalizada em janeiro.

De acordo com o webdesigner e advogado Gabriel Rocha, o apoio coletivo ultrapassa o aspecto financeiro.

“Os pacotes mais caros da campanha garantiam, além de revistas avulsas dos heróis, a inserção de um personagem no roteiro da história”, explicou Gabriel, que lançou o “Lagarto Negro” em 1998, um ex-policial federal dado como morto, mas que atua de forma inteligente no combate ao crime organizado.

Pioneirismo - Embora o gênero literário esteja geralmente atrelado à cultura dos Estados Unidos, os autores argumentam que o mercado de quadrinhos no Brasil não se configura como cópia tampouco novidade.

“Em 1905, a revista Tico-Tico publicava aventuras do Doutor Alpha, um herói de fantasia colorida, luvas e máscara, nos mesmos moldes do renomado “Superman”, um dos primeiros do ramo e que surgiu somente em 1934”, destaca Gabriel.

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