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Candidata à presidência da OAB quer valorizar a classe

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 18 de outubro de 2015 - 20:57
Foto: Luiz Nicolella

Por Renata Sena

Com quase 15 anos de carreira, a advogada militante Adriana Brandão, de 41 anos, se apresenta como pré-candidata à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil do município (OAB-SG). Com base em sua rotina nos corredores dos fóruns e de sua experiência nas lutas pela categoria, ela acredita que com sua equipe pode garantir maior valorização, reconhecimento e condições de trabalho para a classe.

O SÃO GONÇALO - Conte sobre sua trajetória. Adriana – Nasci e fui criada em São Gonçalo. Cresci numa comunidade carente, bem perto do Salgueiro, e tudo que conquistei, foi com meu estudo. Sempre fui militante. Já atuei em movimento estudantil do Liceu (Nilo Peçanha, em Niterói), colégio onde estudei, fiz parte dos diretórios da faculdade, participei da OAB Jovem do Rio, integrei a OAB Jovem de São Gonçalo e cheguei à presidência da comissão jovem de São Gonçalo. Fui graduada pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e tenho pós-graduação em Direito Processual Civil e Direito do Trabalho e Processual do Trabalho.

OSG – Como surgiu o convite para concorrer à presidência da OAB?
Adriana – O convite surgiu naturalmente. Na última eleição, eu vim como candidata à vice-presidente de uma chapa de oposição à atual gestão. Mas, agora, acredito que é o momento. Estou, há três anos, trabalhando a candidatura. Sinto que estou preparada e madura para assumir o cargo. Estou no dia-a-dia dos fóruns, sei o que precisa mudar e evoluir. Sei que posso contribuir para isso. Mas vale ressaltar que tenho o apoio de pessoas competentes e atuantes que, juntos, estão me dando o suporte necessário.

OSG – Qual é sua chapa? Seria de oposição à atual gestão?
Adriana - O nome da chapa é Nova OAB Independente. Nova OAB é em referência a chapa que está em gestão no Rio e, independente é porque não estamos atrelados à atual gestão. Eu já fiz parte da chapa que está em vigor no município, minha saída se deu quando começamos a pensar de formas divergentes. Mas não vou dizer oposição, afinal somos todos advogados.

OSG – Quais são suas propostas caso chegue à presidência da OAB?
Adriana – São diversas propostas, mas as principais são restabelecer contatos que a atual gestão perdeu. Queremos implementar o ônibus da OAB para percorrer os fóruns para fazer o transporte dos advogados, o que facilitaria a mobilidade e diminuiria os custos diários dos advogados. Outra bandeira é a valorização da profissão. Fico triste quando ouço um cidadão falando mal do advogado, acham que ele é aliado ao crime, que tem culpa da demora do Judiciário e que a OAB só faz corporativismo. Nesse ponto, a gestão participativa será fundamental. Para tentar mudar isso, criamos até o lema “Advogado não é lento, lento é o Judiciário”. Mas, com isso, não queremos desprestigiar o Judiciário, só queremos chamar atenção para o que acontece.
Outro problema que vamos lutar é contra os procedimentos de mandado de pagamento. Em outros lugares, os valores já são debitados direto na conta do advogado, sem precisar enfrentar as filas de banco, que enfrentamos atualmente em São Gonçalo.

OSG – Como a senhora vê a precarização da classe?
Adriana – O mais precário hoje é o tratamento que o Judiciário dá ao advogado. A falta de respeito com a classe. O que quero é resgatar esse respeito e para que isso aconteça, vamos apostar em uma aproximação do Judiciário e da OAB.

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