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O meio ambiente agradece...

Adolescentes de escola estadual de Niterói criam motor de barco movido à energia solar

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 10 de outubro de 2015 - 17:21

Participaram da invenção 14 alunos do ensino médio, a grande maioria moradores de São Gonçalo

Foto: Alex Ramos

Por: Marcela Freitas

Na teoria, energia limpa é aquela que não polui o planeta. Mas como conscientizar a população de que a energia produzida com uso de recursos renováveis é a melhor para o meio ambiente? A questão parece difícil, mas é certo que os jovens são o futuro de nosso país. Pensando nisso, professores do curso técnico de Máquinas Navais e Técnico em Construções Navais, da Faetec Henrique Lage, no Barreto, Niterói, uniram o desenvolvimento tecnológico à energia sustentável. O resultado deste experimento é um barco movido à energia solar produzido por alunos do ensino médio.

Visto como células multiplicadoras de conhecimento, os 14 estudantes, em sua maioria moradores de São Gonçalo, junto com os professores, buscaram soluções para geração desse tipo de energia limpa que não traz impacto para o meio ambiente.

Batizada de “Vida que Segue”, a embarcação, doada em 2014 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi construída por ex-alunos da Faetec, que faziam estágio na universidade. A partir desta doação, os alunos do 2º e 3º ano passaram a trabalhar na geração de energia que moveria o barco.

Do tipo monocasco, a embarcação conta com seis painéis para a captação da energia do sol, além de três baterias, um gerenciador e sistema de controle de velocidade. O barco também obedece a todas as normas de segurança, possuindo boia, cabo de segurança para reboque, âncora e bomba de porão (equipamento que evita o acúmulo de água em partes específicas da embarcação).

O “Vida que Segue” será utilizado na competição “Desafio Solar Brasil 2015”, que ocorrerá no período de 11 a 15 de novembro, em Búzios, na Região dos Lagos.

“Desde 2009 participamos dessa competição. No início, competíamos com outra embarcação da escola, o catamarã Henrique Lage. Em 2014, competimos com o catamarã e o ‘Vida que segue’. A diferença deste ano é o motor todo construído por nós, a modificação no sistema elétrico”, explicou o professor Sergio Lima, que coordena o projeto.

Da sala de aula para vida

Ainda de acordo com coordenador, o objetivo do projeto não se limita à construção de uma embarcação, o objetivo maior é formar cidadãos conscientes sobre a preservação do planeta.

“Os estudantes são células multiplicadoras desse ideal de sustentabilidade. É muito importante que os alunos saibam criar projetos de energia limpa, usando tecnologias e recursos disponíveis para preservar o meio ambiente. Aqui eles apreendem utilizá-la não só em embarcações mas também em residências”, disse Sergio Lima.

Aluna do curso técnico de Máquinas Navais, Beatriz Milão, de 17 anos e moradora de Marambaia, São Gonçalo, garante que aprendeu muito com a construção da embarcação.
“Além de aprendermos a importância da energia renovável para o planeta, tivemos aqui uma aula de companheirismo. Sem a união e esforço de todos, o trabalho não seria possível”, disse.

Para a estudante Larissa Monte Christo, também 17, que mora em Alcântara, o projeto contribui para a divulgação do uso de energias alternativas.

“O Brasil não aproveita todo o potencial da energia solar, e essa iniciativa ajuda a difundir a ideia de que é possível construir equipamentos e inovações tecnológicas sem utilizar poluentes ou provocar danos ao meio ambiente” disse Larissa.

A iniciativa também contou com o apoio de outros professores da escola, como Ricardo Barbosa Söldon, que leciona Eletrotécnica, e Abel Pinto Freitas Junior, que ensina Elétrica.

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