Todos por Ayla: Mãe cria 'vakinha' para arrecadar doações em busca de tratamento para filha
A família é moradora do bairro Arsenal, em São Gonçalo

O dia em que uma criança nasce costuma ser motivo de alegria para muitas famílias, que esperam ansiosas para levar seus pequenos para casa. No entanto, a história da pequena Ayla, moradora do bairro Arsenal, em São Gonçalo, não começou como o de costume. Desde seu nascimento, os pais travam uma luta em busca de uma cura para a síndrome da bebê. Agora, tentando novamente uma outra forma de tratá-la, Yasmym Guedes, mãe da criança, criou uma vakinha para custear o tratamento, que só é feito em Curitiba.
A história começa quando Ayla nasce, e logo em seguida é internada por 10 dias em uma UTI, devido uma infecção. Voltando para a casa com os pais, a bebê apresentava grande dificuldade em sua alimentação, chegando ao ponto de parar de se alimentar totalmente.
"Eu fui quatro dias seguidos no hospital, para poder procurar ajuda desesperadamente e ver o que ela tinha. Aí no primeiro dia eu fui, e o médico não deu muita importância, disse que era normal. Fui no segundo dia, no terceiro, então chegou o quarto e decidiram interná-la. Ela ficou 46 dias no hospital se alimentando por sonda e fazendo uma bateria de exames, mas ninguém sabia dizer o que ela tinha", relatou a mãe sobre as primeiras dificuldades sofridas pela filha.
Ainda no hospital, Yasmym notou que Ayla começou a apresentar espasmos fortes, que aumentaram de intensidade quando a criança recebeu alta médica. Ao procurar uma neurologista em Icaraí, veio o diagnóstico: a bebê tinha Síndrome de West.
"A médica me explicou que [a síndrome] é uma epilepsia de difícil controle, e que seria uma corrida contra o tempo. Quanto mais crises ela tiver e quanto mais tempo demorar para dar um fim nas convulsões, mais o desenvolvimento dela seria atrasado", explicou a mãe.
Após começar a fazer um tratamento com o uso de um remédio, Yasmym percebeu que não surtia efeito. Até o momento em que descobriu através de um grupo voltado para a síndrome sobre o tratamento mais atualizado para o problema, que é através de um hormônio chamado ACTH.
No entanto, o tratamento é feito somente em Curitiba, onde fica o consultório da médica especialista no assunto. Com isso, a família gonçalense terá de pagar hospedagem na cidade, medicamentos na faixa dos R$ 400, além de consultas e exames que deverão ser feitos a cada dois dias. Sem condições para custear todas as necessidades da filha, a mãe resolveu criar uma "vakinha" para solidarizar pessoas a contribuir com o tratamento da bebê Ayla.
Para ajudar a bebê a conseguir o valor necessário para cobrir os gastos do tratamento, basta entrar no link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/todos-por-ayla e contribuir com qualquer quantia. O pai de Ayla também disponibilizou sua conta para doações por transferência bancária: Banco Itaú, Agência 6895, Conta 16663-2, Pix 12586407750, Marcos Fernando da Silva Alves.
*Estagiária sob supervisão de Cyntia Fonseca