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Filho de fundador da Casas Bahia é investigado por estupro e aliciamento de 14 mulheres

Investigação apura se tinha presença de menores de idade nas festas na casa do empresário

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 28 de dezembro de 2020 - 14:21
Saul Klein é filho de Samuel Klein e também irmão de Michael Klein, principal acionista individual da Via Varejo
Saul Klein é filho de Samuel Klein e também irmão de Michael Klein, principal acionista individual da Via Varejo -

O empresário Saul Klein, filho do fundador da rede de lojas Casas Bahia, é investigado pelo Ministério Público de São Paulo por acusações de estupro e aliciamento de pelo menos 14 mulheres.

Saul Klein é filho de Samuel Klein, que morreu em 2014, e é também irmão de Michael Klein, principal acionista individual da Via Varejo, varejista que detém as marcas Extra.com e Ponto Frio.

A Via Varejo foi criada em 2010 quando a Casas Bahia se fundiu com o Ponto Frio e o Grupo Pão de Açúcar. Saul foi diretor da Casas Bahia por muitos anos e ainda permaneceu na empresa por um tempo depois de ter vendido sua participação para o irmão Michael. Um comunicado da Via Varejo ao mercado diz que Saul Klein nunca teve relação com a companhia.

Segundo o Ministério Público, Saul teria estuprado e aliciado ao menos 14 mulheres durante festas privativas em sua casa. As acusações foram negadas pela defesa do empresário. Por determinação judicial, ele não pode se aproximar das denunciantes e nem sair do país.

Até o momento, foram instaurados dois inquéritos policiais para investigar eventuais crimes. Um deles apura uma eventual exploração sexual de uma menor de idade por Klein, mas, segundo a defesa do empresário, este inquérito foi arquivado em julho deste ano.

O outro inquérito investiga se as 14 mulheres que o denunciaram foram aliciadas, abusadas ou estupradas por Klein. A investigação averigua se ele as mantinha incomunicáveis em festas particulares que duravam dias e cercadas de seguranças, em sua mansão em Alphaville, em Barueri, São Paulo. A investigação também apura se nas festas havia a presença de menores de idade com documentos falsos.

Segundo a defesa do empresário, todas as mulheres participavam das festas por livre e espontânea vontade, e os eventos não necessariamente tinham atos sexuais.

Ainda segundo o advogado do empresário, Klein mantinha uma relação de 'sugar daddy' com as denunciantes. Sugar daddy é um homem, geralmente com mais de 40 anos, que mantem relações com mulheres mais jovens e as presenteiam com presentes caros.

O advogado conta também que as supostas vítimas teriam sido convencidas pela dona da agência contratada para organizar as festas para fazerem denúncias falsas contra Klein. Segundo a versão do advogado, a empresária teria extorquido Klein entre março de 2018 e março de 2019. O nome da empresária e das 14 denunciantes está sob segredo de Justiça.

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