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Niterói registra recorde, com mais de mil casos de Covid-19, em uma semana

Município também teve 17 óbitos, maior número de mortes desde setembro

relogio min de leitura | Redação 27 de dezembro de 2020 - 19:41
No início da pandemia, Niterói teve um intenso trabalho de sanitização em diferentes bairros
No início da pandemia, Niterói teve um intenso trabalho de sanitização em diferentes bairros -

Niterói registrou, pela primeira vez desde o início da pandemia, que começou no município no dia 2 de março de 2020, mais de mil casos de Covid-19 em apenas uma semana. Entre 11 e 17 de dezembro foram registradas 1.023 novas infecções. A ocupação dos leitos de UTI também bateu recorde: até o dia 17, 307 pacientes estavam internados em Unidades de Terapia Intensiva. Outro dado alarmante é o de mortes causadas pela Covid-19 na mesma semana. Foram 17 mortes, o maior número em mais de três meses. Os dados podem ser consultados no último relatório do comitê científico da prefeitura para a Covid-19 e foram obtidos pelo jornal O Globo.

O maior número, até então, foi registrado uma semana antes, entre 4 e 10 de dezembro, quando 817 novas contaminações foram registradas. Assim, a tendência é que haja uma contínua alta no indicador, que registrou aumento pela quarta semana seguida.

O município também registrou, pela primeira vez, o número de mais de 300 pacientes internados em UTI por coronavírus. A taxa de ocupação da rede hospitalar do SUS da cidade chegou a 70%. Na rede particular, a taxa é de 86%, de acordo com o  Sindicato dos Hospitais Particulares de Niterói (Sindhleste).O prefeito Rodrigo Neves afirmou, em uma live transmitida na última terça-feira (22), que entre 30% e 40% dos leitos da rede particular estão ocupados por pacientes de outras cidades.

O número de 17 mortos em uma semana é o maior desde o período entre 5 e 11 de setembro, quando houve 18 óbitos na cidade. Com o aumento no número de mortes, cemitérios da cidade registram fila para enterros. “Estamos com fila para atender devido ao grande número de sepultamentos. São, no mínimo, dois dias de espera para conseguirmos enterrar um corpo”, disse um agente funerário ao jornal O Globo. 

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