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Em meio à 'Lei do Silêncio', Cubango amarga crise de gestão rumo ao Carnaval 2021

'Sacudida' pela pandemia da covid, escola de Niterói, que teve subvenção pública semelhante à paga na elite, tem acirrada disputa pelo poder

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 19 de dezembro de 2020 - 12:49
Imagem ilustrativa da imagem Em meio à 'Lei do Silêncio', Cubango amarga crise de gestão rumo ao Carnaval 2021

Os sambistas do Rio de Janeiro acompanham com preocupação a situação da Acadêmicos do Cubango, escola de Niterói, que atolada em dívidas por conta da paralisação das atividades geradas pela pandemia da covid-19, enfrenta uma crise sem precedentes. Os membro da agremiação adotaram a 'lei do silêncio' e por medo de represálias, evitam falar de um assunto que tem sido muito comentado nos bastidores do poder e das co-irmãs da folia: a disputa de grupos distintos, que mesmo em meio a todos os problemas, querem assumir a direção da verde e branca da Zona Norte da cidade em prol do Carnaval 2021, que já tem data para acontecer. A Cubango é uma das 15 escolas que vão se apresentar na Série A, em julho de 2021, se as autoridades sanitárias conseguirem vencer o 'fantasma' da pandemia.  

Com dívidas acumuladas em quase R$ 2 milhões e com fornecimento de luz e água interrompidos por falta de pagamentos, a escola teve a situação ainda mais agravada após o sorteio que culminou com a escolha das agremiações do Grupo de Acesso que irão se apresentar no Carnaval fora de época de Julho de 2021, no Sambódromo, se a situação da pandemia estiver resolvida. Mesmo com a crise estabelecida, as comunidades do Morros do Abacaxi, do Serrão e do Bumba, nos arredores do Cubango, não abrem mão de manter representantes locais em setores estratégicos ou próximos ao poder. Mas do outro lado da baía, no Rio de Janeiro, está um grupo de investidores do Carnaval, da região de São Cristóvão, ligados a outras escolas da capital, que tentam se articular junto a lideranças do mundo do samba para emplacar um suposto plano de recuperação que possa permitir a manutenção da agremiação de Niterói no grande mundo do Carnaval. 

Em meio ao impasse, em que estariam prevalecendo imposições, através de ameaças e intimidações, toda diretoria, mesmo tendo mandato até o ano que vem, se afastou. No Cubango, todos evitam falar sobre a situação, que virou um 'assunto proibido nas rodas de conversa. e agora, a sede histórica da Rua Noronha Torrezão, no 'coração' do bairro, se encontra com portões fechados. 

Apoio - Nos últimos anos, para os sambistas da verde e branca, um dos atrativos na Cubango, uma das agremiações mais tradicionais do Rio de Janeiro, foi a boa ajuda dada, pelas autoridades locais, às escolas da cidade - no último Carnaval, apenas a verde e branca, mesmo na Série A, teve da área cultural da Prefeitura de Niterói, verba de cerca de R$ 1,8 milhão, quase o equivalente aos R$ 2 milhões que a Prefeitura do Rio de Janeiro destinava às agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro há quatro anos, na  gestão anterior a do prefeito Marcelo Crivella. O mesmo valor deverá a voltar a ser destinado ao grupo da chamada 'elite' que desfila na Sapucaí a partir de 2021, pela Riotur, caso se confirmem os desfiles fora de época.  

A crise na Cubango e as informações de bastidores já chegaram ao conhecimento das autoridades públicas que gerem o Carnaval, em Niterói, no Rio e também na área do governo estadual. E também vem sendo acompanhado com preocupação por dirigentes das principais ligas que administram as grandes escolas. Enquanto a 'lei do silêncio' predomina, o mundo do samba tenta encontrar uma saída para que a Cubango possa, em 2021, conseguir manter o alto nível dos últimos desfiles, que a colocaram na disputa pelas primeiras colocações. 

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