CoronaVac pode ser fornecida para a população ainda em janeiro de 2021
A vacina precisa ser aprovada pela Anvisa

Mais uma vacina contra o coronavírus pode ser fornecida para a população brasileira a partir de janeiro de 2021. Isso porque, após Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, afirmar que todas as vacinas estarão disponíveis no Programa Nacional de Imunização (PNI), o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac, se prepara para enviar o documento final do medicamento para a Anvisa. Após isso, a vacina poderá ser aprovada e, então, começar a ser fornecida no Brasil pelo Ministério da Saúde ainda em janeiro do próximo ano. O Instituto Butantan também já encaminhou um plano de fornecimento da vacina para o Ministério da Saúde. As informações são do Extra.
Para ser usada em território nacional, a vacina precisa ser aprovada pela Anvisa. A ideia é que o documento, que será encaminhado para a Anvisa, fique pronto no dia 23 de dezembro. A CoronaVac está sendo produzida pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em conjunto com o laboratório Chinês Sinovac. Atualmente, o medicamento continua sendo avaliado por um comitê internacional.
A CoronaVac já está nos planos dos governantes de São Paulo que buscam, com seu plano estadual de imunização, a aprovação da vacina também com relação à empresa chinesa que ajuda em sua produção. Enquanto isso, o Butantan continua produzindo doses do medicamento. A ideia do governo de SP é que a vacina seja introduzida no plano nacional, mas, caso isso não ocorra, eles pretendem usar a vacina em seu plano estadual.
"O plano de São Paulo está pronto para ser colocado em prática, em 25 de janeiro. Porém, em caso de definição do PNI, São Paulo seguirá as orientações para as estratégias de vacinação, com definição de grupos prioritários e faseamento", afirmou o Butantan.
Vale lembrar que há meses o governo e o estado de SP estavam discutindo sobre o uso da vacina e do PNI. “O fornecimento das doses pelo Butantan, caso a pasta federal concorde em adquiri-las, ocorrerá tão logo seja definida a situação de registro da vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, disse a nota do Instituto.
O governo de SP ainda pretende exportar a vacina para outras regiões da América Latina. O diretor do Butantan, Dimas Covas, disse que já assinou um protocolo no qual garante entregar 10 milhões de doses da CoronaVac ainda em janeiro para a Argetina. Ao todo, ele busca entregar 40 milhões de doses na América Latina. Países como Peru, Uruguai, Honduras e Paraguai podem ser os próximos.