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Escola municipal de Itaboraí é finalista do Prêmio Shell de Educação

EM Jornalista Alberto Torres é referência no município

relogio min de leitura | Claudionei Abreu* 04 de dezembro de 2020 - 15:46
Imagem ilustrativa da imagem Escola municipal de Itaboraí é finalista do Prêmio Shell de Educação

A pandemia de Covid-19 virou de cabeça para baixo a vida de milhões de pessoas em todo o mundo, e entre os vários setores da sociedade afetados pelas mudanças, a educação talvez tenha sido um dos mais abalados. Nesse sentido, os professores tiveram que se reinventar para conseguir driblar as dificuldades no Brasil e oferecer aos alunos uma educação de qualidade, mesmo com o isolamento social e dificuldades de acesso à internet para aulas remotas. 

Na Escola Municipal Jornalista Alberto Torres (Emjat), no bairro Apolo II, em Itaboraí, os desafios não foram diferentes, mas os professores não se desesperaram e conseguiram manter os alunos ligados aos projetos desenvolvidos pela escola. Um desses projetos foi a 1ª Feira de Ciência e Tecnologia Virtual, voltado para alunos do ensino fundamental, com principal objetivo de reconhecer que o aprendizado pode ser realizado de outras formas além dos muros da escola, e que o ensino remoto pode ser prazeroso. Além de conseguir fazer com que os alunos participassem ativamente da feira, desenvolvendo projetos, pesquisas e participando das palestras virtuais, o projeto é um dos finalistas do Prêmio Shell de Educação Científica na categoria Ensino Fundamental II, que busca incentivar e valorizar professores das áreas de ciências e matemática no Rio de Janeiro e Espírito Santo, premiando projetos de educação inovadores que, por meio de metodologias diferenciadas, imprimam novas formas de ensinar e de aprender.

Autora do projeto, a professora de matemática Luana Garcia é assessora pedagógica da unidade e afirma que os alunos sentiram muita falta do ensino presencial e que o objetivo da feira foi fazer uma atividade diferenciada para que os alunos pudessem continuar envolvidos com os projetos do colégio. 

"Foi uma coisa ousada, mas que não podíamos deixar de fazer. As atividades comuns não estavam sendo tão atrativas e decidimos fazer algo mais interessante. A gente já desenvolveu outras feiras no ano passado e a competição estimulava os alunos, então a ideia foi reviver as experiências do presencial no virtual, fazendo uma série de adaptações e ajustes à realidade de cada aluno", conta a professora.

O projeto contou com lives de especialistas em várias áreas, transmitidas na página da Feira no Facebook, montagem de fotos, leitura de livros e confecção dos trabalhos práticos nas áreas de ciências biológicas e matemática. Ao final, foi feita uma cerimônia para apresentação e premiação dos melhores projetos. Um dos pilares para que a feira pudesse dar certo foi o empenho dos professores em estimular a participação dos alunos. 

"A escola não parou na pandemia. Fizemos todo o possível para que os alunos não ficassem fora do processo e a escola fez tudo por eles. Os professores vestem a camisa da escola e a gente consegue ver a alegria deles e dos alunos no trabalho. E, claro, não teríamos todo esse sucesso sem o apoio da comunidade e dos pais que apoiam o nosso trabalho", conta a diretora-geral da escola, Adriana Porto. 

Diretora-adjunta da unidade, professora Ariana Baptista, afirma que o projeto ser finalista do Prêmio Shell é o reconhecimento da reinvenção dos professores da unidade. 

"A gente precisou se reiventar nesse caos que nos encontramos. Esse projeto foi uma das provas que é possível a gente inovar, rever conceitos e fazer uma educação de qualidade quando se tem boa vontade, companheirismo e parceria. Todos os projetos desenvolvidos pela escola nesse período nos permitiu ver que é possível fazer uma educação de qualidade em meio a todas essas dificuldades de distância. Eu defino esse projeto como um símbolo de superação e parceria da equipe de professores", afirma.

A cerimônia para divulgar os vencedores ainda será divulgada pelos organizadores. O prêmio é uma viagem educativa a Londres, na Inglaterra, onde os professores autores do projeto fará uma imersão na área das ciências, além de premiações em dinheiro que variam de R$ 4.000,00 a R$ 8.000,00. As escolas dos professores vencedores também são premiadas com equipamentos.

*Estagiário sob supervisão de Thiago Soares

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