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Leitos de CTI para covid-19 estão com 80% de lotação em São Gonçalo

As enfermarias estão com 51% de taxa de ocupação

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 18 de novembro de 2020 - 16:17
Dos 7 leitos disponíveis para covid-19 no Pronto Socorro Central, 6 estão ocupados
Dos 7 leitos disponíveis para covid-19 no Pronto Socorro Central, 6 estão ocupados -

Por Daniel Magalhães*

Em meio a diminuição das restrições de circulação e menor adesão a quarentena, mais de vinte estados do país, incluindo o Rio de Janeiro, vêm registrando aumento no número de casos de Covid-19. Com a possibilidade do surgimento de uma segunda onda de contaminação, gonçalenses se preocupam com a quantidade de leitos disponíveis na cidade.

De acordo com o Diário Oficial da cidade, São Gonçalo conta hoje com 68 leitos de enfermaria, distribuídos em 4 unidades de Saúde. O Pronto Socorro Infantil Darcy Vargas (PSI) possui 6 leitos, estando dois ocupados no momento. O Hospital Franciscano Nossa Senhora das Graças possui 30 leitos de enfermaria, estando 18 ocupados, o que representa mais da metade dos leitos disponíveis. Já o Hospital Covid-19 Retaguarda Gonçalense conta com 32 leitos de enfermaria, estando 15 ocupados.

A situação é mais grave nos leitos de CTI destinados a pacientes com covid-19. Neles, a taxa de ocupação é maior, beirando a lotação em algumas unidades. O Pronto Socorro Infantil Darcy Vargas tem 8 leitos de CTI, com um leito ocupado. O Pronto Socorro Central Dr. Armando Gomes Sá Couto, no Zé Garoto, possui 7 leitos de CTI para pacientes com Covid-19, mas 6 desses leitos estão ocupados. O Hospital Franciscano Nossa Senhora das Graças possui 20 leitos de CTI e 16 deles estão ocupados. O  Hospital Covid-19 Retaguarda Gonçalense tem 15 leitos de CTI, estando 10 ocupados.

Em números totais, dos 68 leitos de enfermaria disponíveis na cidade para o tratamento do coronavírus, 35 estão ocupados, o que representa 51,4% de taxa de ocupação. A taxa nos leitos de CTI é ainda maior. Dos 50 leitos disponíveis em São Gonçalo, 40 estão ocupados, o que significa que 80% dos leitos de CTI do município estão sendo utilizados atualmente.

Estado e município explicam diferença entre números divulgados

São Gonçalo registrou na última terça-feira (17), duas novas mortes por coronavírus, totalizando 732 mortes no município, de acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde, que também apontam que a cidade contabiliza 21.146 casos confirmados, sendo 19.915 curados. Os números, no entanto são controversos e não batem com os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde.

De acordo com o Governo do Estado, São Gonçalo registra 15.369 casos confirmados de coronavírus, quase seis mil a menos que os números divulgados pela Secretaria Municipal. Já o número de mortes em São Gonçalo que foi apresentado pelo estado é de 803, bem acima do divulgado pelo município. Levando em conta os dados do governo estadual, São Gonçalo é a terceira cidade com mais mortes, estando apenas cinco óbitos atrás da segunda colocada, Duque de Caxias, com 808 mortos pela Covid.

Segundo a Prefeitura de São Gonçalo, a diferença nos números se deu devido a um atraso no fluxo de informação entre as duas partes e afirmou que quando a cidade apresenta um número maior que a secretaria estadual de Saúde, é porque o Estado computará posteriormente os números a mais no sistema.

"A Prefeitura informa que existe um delay de fluxo de informação entre os entes. Quando São Gonçalo apresenta um número maior, é porque o Estado ainda irá computar os demais no sistema, e vice versa. Nada que interfira no trabalho. Os órgãos públicos dependem das unidades de saúde enviarem os casos para serem registrados.", informou a Prefeitura Municipal. O governo estadual também atribui a falha ao atraso nas informações, mas esclarece que a Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) entra em contato com os municípios para que a situação seja regularizada. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, os sistemas do Ministério da Saúde podem apresentar instabilidade e alguns municípios decidem adiar as notificações, causando defasagem de informações.

Confira a nota da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro:

"A Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) esclarece que a notificação de casos e óbitos é de responsabilidade dos municípios e que, sendo observadas discrepâncias, a SVS entra em contato para solicitar a regularização da situação e, caso proceda, a correção nos canais oficiais. A SVS reforça que realiza, em conjunto com as vigilâncias municipais, revisão epidemiológica de casos de maneira permanente.

A SVS esclarece ainda que coleta os dados nos sistemas oficiais do Ministério da Saúde após inclusão das informações pelos municípios. Contudo, eventualmente os sistemas do MS apresentam instabilidade e os municípios adiam as notificações. Por isso, pode haver defasagem de informações, sendo os casos mais antigos contabilizados primeiro.

Em apoio aos canais federais, o CIEVS, da Secretaria de Estado de Saúde, também recolhe dados em planilhas próprias, por vezes antes de serem notificados nos demais sistemas".

No entanto, ao consultar o Boletim epidemiológico diário do estado do Rio, na tarde desta quarta-feira (18), as informações ainda estão desatualizadas, o que pode causar confusão aos consultantes.

*Estagiário sob supervisão de Thiago Soares

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