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Inea interdita empresa que despeja óleo e graxa na Baía de Guanabara

relogio min de leitura | Redação 15 de setembro de 2015 - 22:39

Empresa teve as suas atividades suspensas após fiscalização

Foto: Divulgação

Uma operação conjunta da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Polícia Militar Ambiental suspendeu as atividades da empresa Laboriau, na Ilha da Conceição, em Niterói, ontem. Com licença de operação para realizar o tratamento de resíduos industriais, a empresa despejava óleo, graxa e metais pesados diretamente nas águas da Baía de Guanabara.

A blitz ambiental liderada pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da SEA, constatou que o tratamento de efluentes, como o chorume e óleo, estavam totalmente fora dos padrões aceitáveis. O secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, advertiu que serão intensificadas as operações de fiscalização do setor empresarial.

“O grande desafio do Inea é reforçar a área de pós-licença, de acompanhar mais as empresas e nós estamos priorizando a Baía de Guanabara. A gente está montando um programa que inclui cerca de 150 empresas que, pelo olhar dos técnicos, precisam ser acompanhadas de perto.

Suspendemos as atividades dessa empresa até que ela nos comprove que esteja operando de forma segura. Nós vamos notificar a prefeitura para que multe a empresa, em função dela ter feito o licenciamento, e se o município não multar em 60 dias, o Estado multa”, disse o secretário estadual do Ambiente, André Corrêa.

A empresa possuía licença de operações (LO) emitida pela prefeitura de Niterói para receber resíduos industriais, realizar o tratamento bioquímico adequado e posteriormente lançar o efluente inerte nas águas da Baía. De acordo com o chefe da Cicca, coronel José Maurício Padrone, agentes ambientais começaram a monitorar a empresa a partir de denúncias de pescadores da região, que relatavam a existência de um cano que despejava efluentes na Baía. “Algumas vezes exalava cheiro extremamente forte, outras vezes havia muito óleo e tinha até mesmo uma substância que retirava a tinta das embarcações na linha d’água”.

O secretário André Corrêa, que acompanhou a operação, disse que as fiscalizações vão continuar e que todas as empresas que poluem a Baía de Guanabara serão fechadas para o bem do meio ambiente e da população da região.

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