Caso Mari Ferrer: MP considera que acusado de violência sexual contra influencer cometeu 'estupro culposo'
Advogado do empresário acusou a influencer de utilizar a repercussão do caso para ganhar dinheiro

O empresário André de Camargo Aranha, acusado pela influencer Mariana Ferrer de estupro, foi indiciado pelo Ministério Público por estupro culposo, quando não há a intenção de estuprar. As informações são do site Intercept.
A decisão de estupro culposo não tem precedentes no Brasil, o que torna o rito inédito. A decisão vai contra a investigação feita pelo próprio Ministério Público, que identificava o caso como estupro de vulnerável, por Mariana não estar em condições de ter uma relação sexual consentida na noite em que o crime teria acontecido. Ela alega que foi drogada e sofreu um lapso de memória.
O site Intercept teve acesso aos vídeos da audiência que contou com a presença do juiz, dos advogados de Mariana e de André Aranha, além do próprio empresário. Nas imagens, que vazaram nas redes sociais, Cláudio Gastão da Rosa Filho, advogado do empresário, mostra fotos sensuais da influencer, feitas na época em que ela trabalhava como modelo, para argumentar que não houve estupro.
O advogado alegou que, pelas "posições ginecológicas" e fotos "chupando o dedinho" não houve crime cometido e atacou a influencer dizendo que a mobilização dela nas redes sociais e dos internautas que pedem por Justiça são um 'showzinho' e argumentou que a ex-modelo utiliza a causa para ganhar dinheiro.
"Não dá para dar seu showzinho. Seu showzinho você vai dar no Instagram depois, para ganhar mais seguidores. Tu vive disso", disse o advogado, que completou: "Por que você apaga essas fotos, Mariana? E só aparece com essa sua carinha chorando, só falta uma auréola na cabeça. Não venha com esse seu choro falso, dissimulado e essa lágrima de crocodilo".
A decisão rapidamente gerou indignação nas redes sociais e as palavras 'Estupro culposo' e a frase 'Estupro Culposo não Existe' logo ficaram entre os assuntos mais comentados do Twitter.