Familiares e amigos de enfermeiro de São Gonçalo fazem vaquinha para tratamento de doença rara

Profissional da saúde luta contra a "Síndrome de Poems" e tumores no fígado

Enviado Direto da Redação

O técnico de enfermagem André Luiz Morgado Pellerano, 50 anos, que mora no Porto da Pedra, em São Gonçalo, há 40 anos, já colaborou muito na recuperação da saúde de pacientes. Agora, quem está precisando de ajuda é ele. Antes de ser diagnosticado com uma doença rara chamada de "Síndrome de Poems", em fevereiro de 2019, no Hospital Universitário Antonio Pedro, em Niterói, André Luiz trabalhou na Fundação para a Infância e Adolescência (Fia-RJ), Hospital São José dos Lírios, Rede Adventista Silvestre Saúde.


A enfermidade está causando no profissional da saúde a perda dos movimentos das pernas. O técnico de enfermagem sente também dores frequentes que são constantes e permanecem por 24 horas. Mas, como se não bastasse, ele luta ainda contra tumores no fígado e se dedica ao tratamento na forma de quimioterapia. O diagnóstico dos tumores foi concluído junto com a "Síndrome de Poems".


"Quando eu recebi o resumo da alta do hospital Antonio Pedro soube que os tumores são consequências da síndrome de Poems", explica André Morgado.


O fato é que o Morgado necessita de um transplante de médula óssea. Para esse procedimento, o técnico de enfermagem está em Natal, no Rio Grande do Norte, onde a filha dele, a Rafaela Rosa Pellerano, de 23 anos, mora e vai cuidando dele.


"O meu transplante de medula óssea vai ser em Natal, porque o hospital Antonio Pedro não está fazendo o transplante por falta de medicação e estrutura. A outra opção seria o Instituto Nacional do Câncer, mas o prodedimento não pode ser realizado lá, pois não sou paciente do INCA. Em Natal, quando a medicação chegar, o transplante será realizado no hospital Dr. Luiz Antônio, que é referência em oncologia", explica Morgado.


Segundo Morgado, no caso dele, o transplante de medula óssea não precisa de doador externo, porque é do tipo transplante autólogo, as células-tronco do próprio paciente são removidas de sua medula óssea ou sangue periférico antes do transplante. Depois de 15 meses de quimioterapia, no Antonio Pedro, Morgado se prepara para a nova sessão de quimioterapia, em Natal. Ele está aguardando a chegada da medicação necessária e a consequência chamada para internação no hospital Rio Grande, que tem convênio com o SUS.


"A informação que eu tenho é que estão tentando importar a medicação da Argentina ou da Índia. Por isso, o meu tratamento pode sofrer atraso de um até dois meses", conta.


Para viabilizar a mudança do André e viabilizar o transplante de medula óssea, transporte, moradia, alimentação, a família está pedido ajuda de de todos. A enfermeira e amiga do Luiz André Cristina Lima já fez rifas e vendeu perfume para colaborar nesse momento difícil. "O André sempre ajudou a todos. Chegou o momento de ser ajudado", frisa Cristina.


A filha vem produzindo uma vaquinha virtual. Se você puder, colabore. A mobilização de familiares e amigos para ajudar o técnico de enfermagem o deixa emocionado. "Faltam palavras para agradecer a tanta demonstração de amizade e solidariedade. Pessoas que eu não via há muitos anos reapareceram e colaboraram. Posso dizer que a gratidão é enorme", finaliza emocionado.


Como colaborar:


André Luiz Morgado Pellerano

CPF: 018.796.057-75

Banco Bradesco

Agência: 0129

Conta corrente: 0300352-3


Banco Itaú

Agência: 6078

Conta corrente: 65865-2


Banco Santander

Agência: 3045

Conta corrente: 01073326-0

Conta PICPAY

@andre.pellerano1

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