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Bolsonaro diz que juiz não pode obrigar população a tomar vacina contra a Covid-19

Declaração foi uma resposta à fala do presidente do STF, Luiz Fux

relogio min de leitura | Redação 26 de outubro de 2020 - 17:49
Presidente Bolsonaro falou com apoiadores na portar do Palácio da Alvorada, em uma transmissão da internet
Presidente Bolsonaro falou com apoiadores na portar do Palácio da Alvorada, em uma transmissão da internet -

O presidente Jair Bolsonaro respondeu nesta segunda (26) a uma declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, sobre a Justiça entrar na discussão em relação à compra de uma das vacinas contra a Covid-19, a Coronavac. Em resposta à Fux, o presidente disse que juiz nenhum pode decidir a obrigatoriedade da imunização da população contra o vírus.

"Entendo que isso [não] é uma questão de Justiça, é uma questão de saúde acima de tudo. Não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar a vacina. Isso não existe. Nós queremos é buscar a solução para o caso", afirmou ele a apoiadores na porta do Palácio da Alvorada em uma transmissão da internet.

Bolsonaro e o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, diagnosticado com coronavírus na semana passada, vão se reunir ainda nesta segunda para discutir as novas ações do governo em relação às vacinas. Esta reunião não consta na agenda oficial do presidente.

Presidente do STJ falou sobre a atuação da Justiça na vacinação

Luiz Fux declarou na última sexta (3) que há a possibilidade do STF interferir nas decisões sobre a compra de vacinas contra a Covid-19. "Podem escrever, haverá uma judicialização, que eu acho que é necessária, que é essa questão da vacinação. Não só a liberdade individual, como também os pré-requisitos para se adotar uma vacina", disse ele sem dar maiores detalhes.

Oposição do presidente à vacina Coronavac

Na última quarta (21), o presidente Jair Bolsonaro respondeu uma mensagem crítica de um usuário no Facebook e disse que a vacina contra o novo coronavírus produzida na China "não será comprada" pelo governo brasileiro. O comentário envolvia o anúncio do Ministério da Saúde de que tem a intenção de comprar 46 milhões de doses da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será fabricada pelo Instituto Butantan.

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