Fundadora de projeto que ajuda crianças com autismo arrecada fundos para custear tratamento do filho

Tratamento custa cerca de R$ 10 mil por mês

Escrito por Redação 21/10/2020 16:52, atualizado em 21/10/2020 17:52
Pâmella corre contra o tempo para que consiga dinheiro para a intervenção precoce
Pâmella corre contra o tempo para que consiga dinheiro para a intervenção precoce . Foto: Arquivo Pessoal

Por Daniel Magalhães*

Sempre engajada em projetos socais e focada em ajudar outras pessoas, Pâmella Carvalho, de 34 anos, fundou o Mães de Niterói, em fevereiro deste ano, após ter a matrícula de seu filho negada para uma creche da cidade. Depois, determinada a ajudar algumas das mães do grupo que possuem crianças especiais, principalmente com graus de autismo, a bancária fundou também a Liga Extraordinária, uma marca de roupas infantis com tema de heróis da qual parte das vendas é destinada para ajudar os pequenos guerreiros. Agora, a mãe que sempre ajudou outras mães e seus filhos, precisa da ajuda e contribuição de outras pessoas.


Recentemente, ao notar um comportamento atípico no filho Arthur, de 1 ano e dois meses, Pâmella o levou para uma consulta à neuropediatra para receber um diagnóstico sobre o comportamento do filho. Após relatar e observar alguns comportamentos, foram dadas duas hipóteses, sendo uma delas o autismo.  


"O Arthur apresenta sinais atípicos para a idade dele, por exemplo: Não mantém contato visual, tem estereotipias (movimentos repetitivos), hiperfoco, não aponta, não dá tchau, não olha/responde quando é chamado pelo nome, teve perda de habilidades (parou de falar palavras que já falava), irritabilidade, falta de interesse social com os pares da mesma idade, entre outras coisas. Após 2 horas de consulta e alguns teste a Dra Karen levantou hipóteses diagnósticas: Problema auditivo e/ou TEA (Transtorno do Espectro Autista)", disse Pâmella.


Os pais têm quase certeza que é o segundo caso, já que não foi detectada perda auditiva após exames feitos com o menino. Mas, devido ao diagnóstico, a família procura arrecadar dinheiro para realizar uma intervenção precoce para evitar mais prejuízos ao desenvolvimento de Arthur. 


"Essa intervenção precoce precisa acontecer antes mesmo de fechar o diagnóstico para que os prejuízos de desenvolvimento não sejam mais severos, pois nessa idade o cérebro humano tem maior plasticidade, ou seja, é mais fácil de aprender e isso refletir na vida adulta, ajudando a ele ser um adulto funcional. Estamos correndo contra o tempo!", completou.


O problema é que o tratamento é bastante caro, custando R$ 10 mil por mês. Para agravar a situação, o diagnóstico completo só será entregue quando Arthur completar 1 ano e seis meses e o plano de saúde só poderá ser acionado judicialmente com o diagnóstico finalizado, o que significa que a criança pode ficar sem tratamento e poderá ter seu desenvolvimento prejudicado nestes 4 meses em que o resultado não sai. A família também não pode contar com o SUS, já que esse tratamento não está disponível nas unidades públicas. 


Para conseguir arrecadar os fundos para iniciar o tratamento, a mãe de Arthur criou uma vakinha, onde os interessados podem contribuir com qualquer quantia. Outra opção de ajuda é comprar os pijamas infantis da Liga Extraordinária. Comprando os pijamas, além de ajudar o Arthur, outras crianças atípicas também serão ajudadas com o valor da venda. Doações diretas podem ser feitas através de depósito na poupança descrita abaixo:


Caixa econômica Federal 

Ag.:2180 c.p: 00005968-1

OP 013

Arthur Carvalho Rodrigues 

CPF: 217.639.117-99


Para saber mais informações sobre o Arthur e como anda o processo do seu tratamento, basta seguir as redes sociais dele e da mãe, @anjoazul_arthur e @pamellabcarvalho.

*Estagiário sob supervisão de Thiago Soares

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