Bebê é decapitado durante parto e família clama por justiça
O governador do Pará se pronunciou sobre o tema

Um caso chocou o estado do Pará na última semana. Isso porque um bebê, que receberia o nome de Davi, foi decapitado no momento de seu nascimento. A família afirma que os médicos sabiam dos riscos de um parto normal e, mesmo assim, fizeram o procedimento. O pai e a mãe da criança morta clamam por justiça.
Segundo informações do Diário Online, Daira Oliveira de Souza, de 26 anos, a mãe de Davi, saiu de Ourém para realizar o seu parto na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, localizada em Belém. Ela entrou em trabalho de parto na última sexta-feira (16). A mulher estava grávida de oito meses.
"O médico de Ourém encaminhou para Belém, com um papel que dizia que o bebê só poderia nascer se ela fosse operada", disse Roberto Lemos, de 25 anos, o pai de Davi ao Uol.
A acompanhante da mãe de Davi, uma mulher chamada Amanda, ainda relata que a amiga, mesmo em trabalho de parto, ficou três horas esperando o atendimento, pois os doutores estavam aguardando para ver se ela tinha dilatação, mesmo já avisados sobre as complicações do parto normal na paciente.
A Amanda ainda teria informado aos médicos que o parto não poderia ser normal, porque o médico que já acompanhava Daira não recomendou esse procedimento, mas, mesmo assim, os profissionais da saúde tentaram realizar esse tipo de parto na paciente. A mãe de Davi foi sedada durante o procedimento.
"A Amanda é uma grande amiga da minha esposa. Ela falou que tinha visto tudo e ainda chegou a falar que a Daira não poderia ter um parto normal. Ainda assim, continuaram. Quando puxaram a criança, ela disse que a cabeça soltou do resto do corpo e acabou caindo no chão", contou o pai de Davi.
O médico anterior informou aos pais de Davi que a criança não possuía nenhuma anormalidade em seus exames de rotina, mas o bebê tinha sim um problema renal que, no entanto, não iria prejudicar o parto em momento nenhum.
O pai do pequeno Davi, que não chegou nem mesmo a conhecer o mundo, informou registrou Boletim de Ocorrência contra a Santa Casa. Daira se encontra chocada e ainda não sabe o que levou à morte de seu filho. Este seria o segundo filho da mulher, o seu primeiro já tem 9 anos, mas é de um outro casamento.
Em nota, a Santa Casa afirma que lamenta o ocorrido e que a mãe de Davi recebeu atendimento assim que entrou na unidade. Eles ainda informaram que "por conta de ser prematuro e de múltiplas deformações fetais e apresentar tecido amolecido, foram realizadas diversas manobras para a retirada do mesmo, ainda assim houveram (sic) complicações na extração fetal". O hospital disse que já prestou apoio à família e que abriu uma investigação para averiguar o caso. Os envolvidos na situação estão afastado da unidade de saúde.
Ao saber da história, o governador do estado Helder Barbalho disse que vai pedir que o caso seja investigado pela Polícia Civil e pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. "Ao tomar conhecimento sobre o triste acontecimento na manhã deste sábado, na Santa Casa do Pará, mandei imediatamente afastar todos os envolvidos que participaram do atendimento a gestante, vinda de Ourém", disse ele, que completou: "Pedi também a Policia Civil do Pará que apure com rigor o ocorrido, abrindo um inquérito para investigar, junto com o Renato Chaves, as causas e os responsáveis, para eventuais punições sobre o caso".
O caso foi registrado na delegacia que se localiza dentro do hospital. A Polícia Civil também está investigando o caso.