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Polícia faz operação no Zoológico do Rio para apurar denúncias de maus-tratos aos animais

Animais vivem em meio a poeira e barulho de obras

relogio min de leitura | Redação 14 de outubro de 2020 - 15:54
Obras para transformar o zoológico em um bioparque começaram em dezembro de 2018
Obras para transformar o zoológico em um bioparque começaram em dezembro de 2018 -

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) realiza, nesta quarta-feira (14), uma ação no Zoológico do Rio, um dia após a vistoria feita por membros da CPI da Câmara de Vereadores do Rio para apurar denúncias de maus-tratos aos animais da unidade.

O Zoológico está atualmente passando por obras para ser transformado em um bioparque, mas elas estão atrasadas. Os animais estão vivendo em um canteiro de obras em meio a tapumes, máquinas e serras elétricas. Apenas 30% das obras foram concluídas, o que inclui o viveiro das aves, que promete mais liberdade e espaço para os animais.

A Comissão Parlamentar de Inquérito apura irregularidades na reforma, como desaparecimento de espécies e desconforto dos animais.

As reformas foram iniciadas em dezembro de 2018 e provocaram barulhos e poeira, que os animais têm que conviver diariamente. As jaulas do leão e do tigre, por exemplo, ficam perto da rua onde passam os tratores, que trabalham aproximadamente 8 horas por dia. O elefante também é mais um dos animais com a nova rotina barulhenta. De acordo com especialistas, o ruído pode causar grande estresse aos animais.

O término da reforma estava previsto para junho deste ano, mas, segundo o Grupo Cataratas, que tem a concessão do Rio Zoo, houve atraso por causa da pandemia do novo coronavírus. A nova previsão de abertura ao público é no primeiro semestre de 2021.

A administração do zoológico afirma que os animais são monitorados todos os dias e eles não apresentam estresse.

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