Ajude a salvar Alice! Família de menina com leucemia pede doações de sangue
A menina descobriu que tinha a doença em uma viagem com seus pais

Por Ana Carolina Moraes*
Ter 3 anos e já lidar com uma doença tão séria como a leucemia se tornou a rotina de Alice Pinheiro dos Santos, que é natural de São Fidélis. A menina, que descobriu a doença durante uma viagem com os pais, agora precisa de doações de sangue para conseguir se recuperar e seguir com sua quimioterapia. A fofura e a felicidade de Alice, mesmo em meio à doença, é o que tem animado e colorido os dias de seus pais, segundo os próprios.
"Em janeiro, estávamos em Guarapari, no Espírito Santo, em uma viagem, quando ela começou a ter uma febre aparentemente normal, que ia e voltava. No terceiro dia, levamos ela num hospital de lá mesmo e a médica pediu vários exames. Com os resultados, a doutora ficou apavorada e pediu que fôssemos para o hospital de Vitória, que era maior, fazer novos exames. Nesse segundo hospital, descobrimos que Alice estava com Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), do tipo B. Foi um susto enorme, um baque para minha e para minha esposa Glausia", disse Evandro Santos, 36 anos, o pai de Alice.

O técnico de manutenção de celular disse que, na mesma semana, eles conseguiram um tratamento para ela, tudo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, a família ficou 55 dias em Vitória. Até que Alice teve alta e pôde retornar para o Rio e seguir o tratamento com seu plano de saúde. Nessa nova rotina, Alice teria que continuar com algumas sessões de quimioterapia no Prontobaby Hospital da Criança, na Tijuca. Por isso, ela e seus pais não poderiam retornar para sua cidade e conseguiram ficar na casa de um amigo em Niterói.
Até que, na última sexta-feira (25), durante uma sessão de quimioterapia, os médicos descobriram que Alice estava com as plaquetas e taxas sanguíneas muito baixas, o que é normal do tratamento, mas, por causa disso, ela precisou ser internada e começou a necessitar de transfusões de sangue. A partir daí, veio o principal problema: o sangue dela é O negativo, por isso, ela consegue doar para todos os outros tipos sanguíneas, mas só consegue receber doações de sangues O negativos.
"O hospital conseguiu inicialmente algumas bolsas de sangue e de plaquetas. A plaqueta é universal, por isso, qualquer um pode doar e ela vai receber essas plaquetas, mas o sangue, ela só consegue receber de pessoas que sejam O negativo também", disse o pai de Alice.
No entanto, ele ressaltou que todo esse procedimento, mesmo sendo cansativo e agressivo para uma criança de 3 anos, não abalou Alice. "Ela pode precisar do sangue novamente a qualquer momento, mas, ela segue se recuperando. Apesar de pálida, todo esse processo não fez com que ela perdesse a alegria e, ao contrário do que dizem os exames e as baixas plaquetas dela, ela sempre acorda querendo brincar e animando todo mundo. É ela quem nos dá forças", contou o pai da menina.

Evandro e sua esposa Glausia Santos, de 36 anos, ressaltam que as pessoas devem doar sangue e pede a ajuda de todos no caso. "Doe mesmo que você não seja O negativo, pois as plaquetas podem ajudar a minha filha. Além disso, a doação não é só para a Alice, mas é para o banco de sangue do hospital, que está precisando, principalmente, após essa pandemia, em que as doações diminuíram", disse o pai de Alice.
Para quem quiser doar, basta se dirigir a qualquer banco de sangue e informar que é para Alice Pinheiro dos Santos, mas, a unidade de saúde informou a Evandro que o sangue de quem doar no Banco de Sangue Serum (localizado na Rua do Riachuelo, 43, no Centro do Rio, no 3° andar, no Hospital da Ordem 3ª Do Carmo) chega primeiro para a menina. Após as doações de sangue e a recuperação de suas plaquetas, Alice receberá alta e poderá continuar em casa. Ela só terá que ir ao hospital apenas em alguns dias para fazer a quimioterapia. Ao fim do tratamento, ela pode se ver livre do câncer.


*Estagiária sob supervisão de Marcela Freitas