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Cai a geração de empregos

Brasil criou 623,1 mil vagas de trabalho em 2014, contra 1,490 milhão em 2013

relogio min de leitura | Redação 09 de setembro de 2015 - 21:13

Ministro Manoel Dias disse que governo anunciará medidas para inserir jovens no mercado

Foto: Divulgação

O Brasil criou 623,1 mil vagas formais de trabalho nos setores público e privado em 2014, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. O ano acabou com 49,5 milhões de vínculos empregatícios, 1,27% a mais do que em 2013. O resultado, no entanto, é menor que o total de empregos gerados em 2013, 1,490 milhão. Em números absolutos, é o mais baixo resultado de geração de vínculos empregatícios desde 1999.

O setor que mais empregou no ano passado foi o de serviços, com 587,5 mil novos postos. O comércio gerou 217 mil novas vagas, sendo o segundo setor que mais criou postos de trabalho. Os setores que apresentaram as maiores quedas, em termos absolutos, foram a indústria de transformação, com redução de 121,7 mil postos de trabalho, e a construção civil, com declínio de 76,8 mil postos.

Todas as regiões apresentaram expansão do mercado de trabalho. No Nordeste, houve criação de 206,2 mil postos; no Sudeste, 169,5 mil; no Sul, 134,9 mil; e no Norte e Centro Oeste, 58,2 mil e 54,3 mil, respectivamente.

A Rais 2014 identificou ainda que o rendimento médio do trabalhador brasileiro teve alta real de 1,76% e que o salário médio mensal alcançou R$ 2.449,11 no ano passado. Os homens ganharam, em média, R$ 2.651,52, enquanto as mulheres receberam R$ 2.184,65. Segundo o ministério, só no Distrito Federal não se registrou alta de salários acima da inflação.

O nível de emprego da mão de obra feminina cresceu 2,35%, ante um aumento de 0,46% para os homens. De acordo com o ministério, a diferença deu continuidade ao processo de elevação da participação das mulheres no mercado trabalho formal, que passou de 42,79% em 2013 para 43,25% em 2014.

“Os dados por atividade econômica mostram que as mulheres apresentaram desempenho relativo mais favoráveis que o dos homens em todos os setores”, destacou o ministro do Trabalho, Manoel Dias.

O dados revelam que, no ano passado, houve redução no nível de emprego para trabalhadores mais jovens, com destaque para a população de 18 a 24 anos e a de 25 a 29 anos, que perderam 190,9 mil e 54,5 mil postos. “O governo anuncia, até o fim do mês, serie de políticas públicas para criar maiores condições de acesso aos jovens ao mercado de trabalho”, disse o ministro.

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