Cai a geração de empregos
Brasil criou 623,1 mil vagas de trabalho em 2014, contra 1,490 milhão em 2013

Ministro Manoel Dias disse que governo anunciará medidas para inserir jovens no mercado
Foto: DivulgaçãoO Brasil criou 623,1 mil vagas formais de trabalho nos setores público e privado em 2014, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. O ano acabou com 49,5 milhões de vínculos empregatícios, 1,27% a mais do que em 2013. O resultado, no entanto, é menor que o total de empregos gerados em 2013, 1,490 milhão. Em números absolutos, é o mais baixo resultado de geração de vínculos empregatícios desde 1999.
O setor que mais empregou no ano passado foi o de serviços, com 587,5 mil novos postos. O comércio gerou 217 mil novas vagas, sendo o segundo setor que mais criou postos de trabalho. Os setores que apresentaram as maiores quedas, em termos absolutos, foram a indústria de transformação, com redução de 121,7 mil postos de trabalho, e a construção civil, com declínio de 76,8 mil postos.
Todas as regiões apresentaram expansão do mercado de trabalho. No Nordeste, houve criação de 206,2 mil postos; no Sudeste, 169,5 mil; no Sul, 134,9 mil; e no Norte e Centro Oeste, 58,2 mil e 54,3 mil, respectivamente.
A Rais 2014 identificou ainda que o rendimento médio do trabalhador brasileiro teve alta real de 1,76% e que o salário médio mensal alcançou R$ 2.449,11 no ano passado. Os homens ganharam, em média, R$ 2.651,52, enquanto as mulheres receberam R$ 2.184,65. Segundo o ministério, só no Distrito Federal não se registrou alta de salários acima da inflação.
O nível de emprego da mão de obra feminina cresceu 2,35%, ante um aumento de 0,46% para os homens. De acordo com o ministério, a diferença deu continuidade ao processo de elevação da participação das mulheres no mercado trabalho formal, que passou de 42,79% em 2013 para 43,25% em 2014.
“Os dados por atividade econômica mostram que as mulheres apresentaram desempenho relativo mais favoráveis que o dos homens em todos os setores”, destacou o ministro do Trabalho, Manoel Dias.
O dados revelam que, no ano passado, houve redução no nível de emprego para trabalhadores mais jovens, com destaque para a população de 18 a 24 anos e a de 25 a 29 anos, que perderam 190,9 mil e 54,5 mil postos. “O governo anuncia, até o fim do mês, serie de políticas públicas para criar maiores condições de acesso aos jovens ao mercado de trabalho”, disse o ministro.