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Artista gonçalense tem obras expostas no Museu de Arte do Rio

Jefferson Medeiros transforma violência no cotidiano em arte

relogio min de leitura | Redação 19 de setembro de 2020 - 10:31
Jefferson Medeiros transforma violência no cotidiano em arte
Jefferson Medeiros transforma violência no cotidiano em arte -

Cria de São Gonçalo, o artista Jefferson Medeiros estreará com duas obras na exposição de longa duração “Casa Carioca”, que inaugura amanhã (18), no Museu de Arte do Rio (MAR). Na mostra, que apresentará discussões em torno da habitação no Rio de Janeiro e suas diversas complexidades,

Jefferson terá expostas suas obras 'Brincadeira' (2020) e 'Reforma' (2020). A exposição fará parte da programação cultural do Congresso Mundial de Arquitetos – UIA 2021.

“As obras representam uma tentativa de enunciar e anunciar a existência do meu lugar social e dos meus próximos. Pensando tanto no cotidiano do trabalho quanto na exploração desse trabalho e na violência, que é mais uma barreira periférica”, explica o artista.

Casa Carioca reunirá, ainda, cerca de 800 obras em torno de temas relacionados à casa e ao habitar no Rio de Janeiro e no Brasil. A curadoria é de Marcelo Campos, curador chefe do MAR, e Joice Berth, arquiteta, urbanista e ativista do movimento feminista negro.

Jefferson Medeiros transforma violência no cotidiano em arte
Jefferson Medeiros transforma violência no cotidiano em arte |  Foto: Divulgação
 

Adiada em função da pandemia do novo coronavírus, a mostra já está acontecendo online desde abril e, a partir deste mês, poderá ser contemplada presencialmente. Apesar do MAR ainda não reabrir as portas, o museu abrirá uma exceção e a exposição poderá ser visitada em horários pré-definidos. Através do site do MAR, é possível se inscrever, gratuitamente, para a visita, que acontecerá nos próximos dias 22, 23, 24, 25 e 26, em três horários diferentes, com o limite de 60 pessoas

Mestre em Estudos Contemporâneos da Arte pela UFF, graduado em História pela UERJ-FFP, especializado em Ensino de Histórias e Culturas Africanas e Afro-brasileiras pelo IFRJ, músico percussionista e professor de História, Sociologia e Filosofia, Jefferson é, também, um dos maiores nomes da arte contemporânea do Rio de Janeiro e representa, virtuosamente, o lado de cá da Baía de Guanabara.

Fortemente influenciado pela mãe artesã, Jefferson diz que sua relação com a arte é muito mais “orgânica” do que técnica: suas habilidades foram desenvolvidas de forma autodidata. Com o discurso organizado em um lugar social, partindo das experiências compartilhadas pelas pessoas que habitam esse mesmo espaço, o artista propõe discussões sobre a violência no cotidiano urbano periférico, suas raízes e consequências.

“Utilizo materiais como cápsulas de munição encontradas no meu circuito ou de amigos e conhecidos que desejam colaborar. Entendo que cada obra demanda uma técnica, que por vezes precisa ser desenvolvida e organizo o pensamento a partir do fazer”, conta Jefferson.

Antes do convite para expor no MAR, Jefferson já participou de outras grandes mostras, inclusive de âmbito nacional, tal como a Bienal Caixa Novos Artistas.

Para conferir o trabalho do artista, acesse: https://www.instagram.com/jmedeiros.ars/

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