DER interdita retorno improvisado embaixo do viaduto do Coelho, em SG

Não há previsão de reparo no local, somente a interdição do trecho

Enviado Direto da Redação
Retorno improvisado é interditado em baixo do viaduto do Coelho, em São Gonçalo

Retorno improvisado é interditado em baixo do viaduto do Coelho, em São Gonçalo

Foto: Divulgação

O retorno improvisado por motoristas embaixo do Viaduto do Coelho, em São Gonçalo, foi interditado com blocos de concreto, nesta quarta (16), pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O reflexo da medida já pode ser visto em um trecho da RJ-104, com um intenso engarrafamento, que já acontecia antes da interdição mas piorou após o bloqueio.

A via improvisada era usada como uma alternativa de encurtar o trajeto e evitar o engarrafamento na altura no trecho da RJ-104, para quem chega ao Alcântara. Já para o motorista que sai do Alcântara, só há retorno no Colubandê, por isso a saída por baixo do viaduto facilitava o percurso.

De acordo com a Prefeitura de São Gonçalo, o DER, responsável pelo trecho, solicitou o bloqueio por conta de uma tubulação da Cedae existente no local que estava sofrendo com os impactos causados pela movimentação de veículos, o que poderia provocar colapso da estrutura da ponte, podendo acarretar em interdição da RJ-104.

O DER-RJ confirmou a informação e acrescentou que a interdição foi realizado a pedido da Cedae. Segundo eles, a Companhia solicitou a interdição do local para elaborar um projeto para proteger a adutora.

Moradores e motoristas decepcionados

Moradores que contavam com este trajeto estão desapontados com a decisão. Afonso Souza, de 52 anos, faz o retorno nesta via desde que abriram o caminho e relata que nunca enfrentou problemas ali. “Era uma forma de cortar o caminho, de forma segura, pois tinham uns meninos que ficavam ali, e também era uma solução para sair do engarrafamento crônico que tem no trecho de cima”, desabafa ele.

A população se mostrou bastante revoltada com o fechamento inesperado do retorno e alguns moradores chegaram a propor um mutirão para retirar o bloqueio colocado pela Prefeitura. Na internet, uma moradora gravou um vídeo dizendo que era uma vergonha o fechamento da via e que esta seria uma oportunidade dos assaltos retornarem naquela região. 

Acontece que enquanto tinha o retorno, alguns trabalhadores informais faziam a sinalização diária no local. Se dividindo em escalas, eles revezavam no “abre” e “fecha” para que motoristas pudessem atravessar com segurança. Muitos deles transformaram esse serviço em uma renda para sobreviver.

Passagem esburacada

Mesmo com a praticidade do retorno, o local conta com muitos buracos e era preciso passar por ali com o cuidado redobrado. A via, que é de responsabilidade da DER, não tinha reparos das autoridades há anos. Já que muitos carros passavam por ali diariamente, o local foi se desgastando ainda mais. Até o momento não há previsão de reforma no trecho, somente a interdição para evitar um colapso na ponte.

A Cedae foi procurada para falar sobre o tema, mas até o fechamento desta reportagem não tivemos resposta.

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