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Bolsonaro chama governadores a favor do isolamento social de "ditadores nanicos"

Presidente espera que a situação da pandemia melhore logo no país

relogio min de leitura | Redação 05 de setembro de 2020 - 15:56
O presidente esteve em São Paulo
O presidente esteve em São Paulo -

Bolsonaro minimizou, mais uma vez, os efeitos da pandemia do novo coronavírus, neste sábado (05), em uma visita às obras de recuperação da pista principal do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde estava acompanhado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça. No evento, ele chegou a criticar, mais uma vez, os governadores e prefeitos dos municípios que adotaram medidas de isolamento contra o vírus. As informações são do Estadão Conteúdo.

Bolsonaro começou falando sobre a pandemia em si. "O pessoal não tem que ter medo da realidade, eu falei lá atrás que ia pegar uma grande quantidade de gente, vamos tomar cuidado dos mais idosos, os que possuem comorbidades e vamos enfrentar", disse o presidente.

Em seu discurso, o presidente criticou novamente os governadores e prefeitos de Estados e Municípios que adotaram medidas para enfrentar a pandemia do coronavírus no Brasil. "Alguns governadores, quero deixar claro, queriam proibir pousos. Alguns governadores fecharam rodovias federais, como o Pará, por exemplo, e tiraram o poder de resolver as questões como eu achava que devia resolver. Como alguns me acusam de ditador, os projetos de ditadores nanicos que apareceram no Brasil afora, não só em áreas estaduais, mas municipais também. Fica de ensinamento essa pandemia aí.", afirmou Bolsonaro.

O presidente, no entanto, admitiu que a normalidade do Brasil não deve voltar tão rápido, mas ele espera que não seja um processo muito longo. "Esperamos que volte à normalidade o País... Eu digo o mais rápido porque não vai ter como ser rápido, mas não tão demorado também", contou ele.

Na última sexta-feira (04), segundo um boletim divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa, feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, foram confirmadas cerca de 125.584 mortes pelo vírus e 4.086.716 casos confirmados de pacientes com a doença.

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