Moradores de condomínio em Neves reclamam da presença de lixo e urubus
Os urubus podem passar doenças para os moradores do local
*Por Ana Carolina Moraes
Imagina olhar para o muro de seu condomínio e ver urubus que ficam esperando pela carniça? Esse é literalmente o problema dos moradores do Residencial Imigrantes, localizado em Neves, que todos os dias tem essa visão de suas janelas. Segundo os moradores, a situação é essa por causa do lixo que as pessoas jogam na BR-101 (que fica ao lado do condomínio) quando passam de carro e também por causa das oferendas com carnes de animais deixadas na via secundária à rodovia.
O aposentado Vagner da Costa Faria, de 69 anos, afirma que a situação está assim desde quando ele começou a morar no condomínio, em março deste ano.
"Nos assustou muito o descaso com a limpeza e o excesso de lixo arremessado até por quem passa de carro. Além disso, o canteiro é o local para despachos religiosos e estes não são limpos pelo gari, que só cuida da sarjeta próxima ao meio-fio. No lado oposto do meu condomínio fica a Ilha das Flores (Marinha) que é bem mais limpo do que aqui. A limpeza é feita diariamente na sarjeta abaixo da BR-101, mas não em seus acessos ou nos canteiros com gramados. Quero deixar claro que não sou contra a religião, mas o problema é a sujeira deixada que atrai animais indesejados", conta o aposentado.
Com as oferendas vem sendo constantes na região, os urubus também fazem visitas frequentes.
"Ainda não detectamos outros bichos, mas os urubus podem transmitir doenças, além do mal cheiro. Os urubus ficam o dia todo sobre o muro esperando as oferendas e, por serem grandes e pesados, esses animais acabam danificando a iluminação dos postes quando pousam por cima destes", contou o morador do condomínio que pede com urgência que a situação seja resolvida.
Segundo a Prefeitura de São Gonçalo, um fiscal da marquise foi ao local e constatou que o lixão foi removido. No local, o agente só encontrou a carcaça de um animal morto e dois urubus, mas não havia mais nenhum despacho religioso. O órgão ainda afirmou que "o pessoal da varrição trabalha no local todas as semanas."
*Estagiária sob supervisão de Marcela Freitas