Bebê que morreu ao ter corpo queimado no Getulinho é sepultada em Niterói
A criança teve 38% do corpo queimado

O corpo da bebê Juliana Duarte Anastácio, de 6 meses, que morreu após ter sofrer queimaduras quando estava internada no Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, em Niterói, foi enterrado no início da tarde deste sábado no cemitério do Maruí, no Barreto, na Zona Norte de Niterói.
Juliana sofreu queimaduras com água quente, causadas por uma técnica de enfermagem da unidade no dia 18 de agosto. A bebê teve 38% do corpo atingido com queimaduras de terceiro grau, que se espalharam pelas nádegas, costas, pernas e barriga.
A criança teve que ser sedada e entubada. Durante esse período ela sofreu uma parada cardíaca e os médicos precisaram aplicar adrenalina e outros medicamentos numa manobra de ressuscitação para que seu coração voltasse a bater. Porém, o quadro se agravou, bem fragilizada Juliana não resistiu, morrendo dez dias depois.
O hospital primeiramente afastou a técnica de enfermagem e depois confirmou sua demissão, após conclusão de apuração interna da unidade. Em nota, o Getulinho informou que a enfermeira não conseguiu verificar corretamente a temperatura da água porque usava luvas na hora de dar banho na menina.
De acordo com as investigações da 78ªDP (Fonseca), com a morte da criança, a técnica será indiciada por homicídio.