Motorista de aplicativo come lanche gourmet de cliente e compra podrão para colocar no lugar
Suposta irmã do motorista envolvido ainda o acusou de agressão

Um caso chamou a atenção no Twitter nesta semana. Isso porque uma empreendedora que trabalha vendendo cachorro-quente gourmet contou que um motorista do aplicativo 99 Táxi , que estava realizando a entrega do alimento para uma cliente, comeu o lanche que deveria ser entregue e comprou um outro cachorro-quente, que não era gourmet, para colocar no lugar do que realmente deveria ter sido entregue. A situação chegou, inclusive, ao youtuber Felipe Neto que resolveu ajudar a dona do estabelecimento que vende cachorro-quente a processar o motorista.
Em seu relatos no Twitter, a dona do estabelecimento, que verde cachorro-quente artesanal, contou que tudo começou quando uma cliente, que já é conhecida do estabelecimento de cachorro-quente por comprar lá toda semana, solicitou mais uma vez um dos pratos do local e, como sempre, pediu que a entrega fosse feita por um motorista de aplicativo de viagens, já que o aplicativo que entrega comidas não atende a região onde mora a cliente. Até então, tudo estava certo, pois além dessa prática ser costume entre a cliente e a vendedora, o aplicativo em questão tem a opção de pedir para entregar coisas.
Após o pedido da compradora do cachorro-quente, a viagem para entregar o lanche foi aceita por um motorista do aplicativo. A cliente "esqueceu de pedir no modo entrega, mas até aí tudo bem, caso o motorista se negasse a realizar a entrega, ela pediria outro carro", afirmou a dona do estabelecimento que vende os cachorros-quentes.
O motorista, no entanto, aceitou o pedido e até brincou com a situação. A dona do estabelecimento entregou o lanche e voltou a trabalhar. E a cliente foi acompanhando a trajetória do carro do motorista que faria a entrega pelo aplicativo. A cliente até percebeu que ele estava fazendo uma rota diferente, mas, como era na direção certa, a cliente continuou apenas acompanhando.
"Eu continuei trabalhando aqui e a cliente acompanhando o motorista. Ela viu que ele estava fazendo uma rota mais demorada, indo por um outro bairro ao invés de seguir na reta, mas era na mesma direção e ela ficou acompanhando. Certo momento ela percebeu que ele ficou um bom tempo parado numa rua no centro da Taquara. Depois de uns dez minutos, ele continuou a viagem. Chegando no destino ela já estava esperando por ele, que chegou tomando um refrigerante e pediu desculpa pela demora, pois havia parado num posto de gasolina. Ela pegou o saco que estava grampeado, pagou pela viagem e subiu", relatou a vendedora no Twitter.
Ao abrir a sacola do lanche, que estava grampeada, a cliente percebeu que o lanche era diferente e entrou em contato com a dona do local para pedir esclarecimentos. A dona então não entendeu e pediu uma foto do lanche que a cliente recebeu. Na foto, foi possível ver que o cachorro-quente não era artesanal e era daqueles comuns, muito diferente do que o que a cliente tinha pedido. Era, inclusive, um cachorro-quente que o estabelecimento não produzia.
"Nessa hora eu falei com ela "esse cachorro quente não é nosso! Primeiro, nós não trabalhamos com esse pão de leite, segundo que nós ralamos o queijo parmesão e ele vai em tiras e não esse farelo que nem compramos em pacote no mercado, depois que a gente nem corta o pão dessa forma, por cima, ou seja, não fazia sentido." Como um lanche saiu da minha casa e magicamente se transformou num podrão?", contou a dona do estabelecimento nas redes sociais.
Foi aí que a cliente e a vendedora perceberam que era outro lanche e que o motorista do aplicativo que fez a entrega comeu o cachorro-quente gourmet da cliente. Após comer o pedido da cliente, esse motorista parou no caminho, comprou um cachorro-quente comum e entregou este último à cliente, como se fosse o gourmet que ela já tinha pago por transferência bancária. Para isso, o motorista abriu os grampos que embalavam o cachorro-quente gourmet, comeu o mesmo e colocou o "podrão" no mesmo saco, grampeando novamente.
"PRETO com GERGILIM de 17cm, linguiça, cebola caramelizada, maionese de bacon, parmesão fresco ralado, cheddar e Calabresa por UM PODRÃO DA ESQUINA! WTF???? Ele se deu ao trabalho de reembrulhar o cachorro quente e fechar os grampos no lugar. Como se nada tivesse acontecido!!!!" (sic), disse a dona do estabelecimento no Twitter.
Após isso, a dona do local investigou o nome do motorista do aplicativo nas redes sociais e achou um vídeo antigo dele trollando a namorada, afirmando que ele queria terminar o relacionamento. O vídeo é de 2013, mas fez sucesso na época. Após isso, a dona do estabelecimento conseguiu encontrar o mesmo nas redes sociais e o cobrou. O motorista do aplicativo chegou a dizer que "não era entregador" e afirmou que não tinha feito nada de errado, que a cliente deveria ter contratado um serviço de entrega. Após o caso ter viralizado, o motorista ainda desativou seus perfis nas redes sociais, pois muitas pessoas foram reclamar com ele sobre o caso. A situação causou muita revolta entre os internautas.
Supostamente acusado de assédio e agressão
Após o caso viralizar, uma suposta irmã do motorista de aplicativo apareceu nas redes sociais e informou que ele é agressivo e que ele já abusou dela sexualmente quando a mesma era pequena. Ela ainda afirmou que tem uma ordem de restrição contra o motorista e que "morre de medo dele".
Youtuber Felipe Neto ajuda no caso
Ao ver o caso, o youtuber Felipe Neto se sensibilizou com a história e resolveu ajudar as envolvidas a processarem o motorista do aplicativo.
"Estou levando o caso para minha equipe jurídica e de segurança, além de acionar institutos de proteção a vítimas. Vamos fazer o possível contra o sujeito. Estou completamente enojado", disse ele.
O youtuber ainda completou: "Amigos, só para constar: o caso não é mais sobre cachorro-quente. A irmã dele expôs caso de abuso sexual e agressão. Ela tem uma medida protetiva contra ele e morre de medo de que ele a mate. O cachorro quente foi o gatilho que fez o cara viralizar e chegarmos na irmã".
Aplicativo
A 99 Táxi, aplicativo utilizado para pedir a entrega do lanche, informou que o motorista será banido da plataforma. "A 99 lamenta o ocorrido e esclarece que tal comportamento vai contra os Termos de Uso do aplicativo, por isso, o motorista parceiro foi bloqueado", informou a startup.