PGR vê regularidade em comissão da Alerj no impeachment de Witzel
Augusto Aras deu um parecer positivo ao recurso da Alerj

Mais uma novidade no caso do impeachment do governador Wilson Witzel. Após a defesa de Witzel pedir que os trabalhos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), órgão que julga o processo contra o governador, fossem paralisados, o procurador-geral da República, Augusto Aras, decidiu, na última quinta-feira (20), dar um parecer positivo para a comissão da Alerj no julgamento do impeachment de Witzel.
Os trabalhos na Alerj foram paralisados depois que a defesa de Witzel alegou que o órgão do Estado não obedeceu os critérios de proporcionalidade ao montar a comissão que julgaria o caso do governador. A defesa de Witzel afirmou que a comissão deveria ser formada por um deputado de cada partido, somando 25 parlamentares. Na época, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli, atendeu ao pedido da defesa de Witzel e, por isso, a Alerj teve que recorrer e o processo de impeachment do governador sofreu um atraso.
Após recorrer, a Alerj conseguiu fazer com que o ministro do STF Alexandre Moraes, relator do caso, enviasse um pedido do posicionamento da situação para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Foi aí que Aras acatou o recurso da Alerj e afirmou que a comissão feita pela Assembleia estava dentro dos critérios, indeferindo o que foi dito pela defesa do governador.
"Havendo o respeito à pluralidade política na formação da comissão, tendo em vista que integrada por representantes de todos os partidos, conforme determina a legislação, eleitos pelos respectivos líderes partidários, há legitimação material e formal da comissão para a sua atuação. Inexistente, portanto, ofensa do ato reclamado aos paradigmas suscitados. Em face do exposto, opina o procurador-geral pela improcedência do pedido veiculado na reclamação", afirmou Aras.
Agora, o processo está nas mãos de Alexandre de Moraes, que deve continuar decidindo os próximos passos e se a Alerj retornará ou não a julgar Witzel com a comissão formada anteriormente.