Morre, aos 100 anos, Nelson Moreira, veterano da 2ª Guerra Mundial
Funeral aconteceu nesta quinta-feira, no Memorial Parque Nictheroy

Morreu nesta quinta-feira (20), aos 100 anos de idade, o veterano de guerra, Tenente FEB Nelson Moreira Botelho, que participou na 2ª Guerra Mundial representando o Brasil no confronto que envolveu os Países do Eixo e os Países Aliados, juntamente de seus respectivos apoiadores. Nelson foi enterrado hoje com honra militares feitas pelo 21º Grupo de Artilharia em Campanha, no Memorial Parque Nictheroy, em Laranjal, São Gonçalo.
O ex-combatente, que presidia Associação dos Ex-Combatentes, em São Gonçalo, junto ao veterano Walfrid de Moraes, de 98 anos, foi condecorado no dia 8 de maio de 2019 (Dia da Vitória) com a ‘Medalha da Vitória’ concedida pelo Ministério da Defesa, em solenidade ocorrida no Monumento aos Pracinhas. Na ocasião, que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro, além do governador Wilson Witzel e o prefeito Marcelo Crivella, Nelson lembrou de sua atuação no Nordeste brasileiro, especificamente em Fernando de Noronha e Recife, onde ajudou a abater um submarino alemão que se aproximava da costa brasileira.
“Eu Fiquei muito emocionado com este evento e com esta homenagem. Nesta época, fui motorista e pilotei até avião, inclusive, as nossas fardas e equipamentos eram do exército dos Estados Unidos. Como cidadão, fiz a minha obrigação e me sinto com dever cumprido. Passamos por momentos difíceis, como em Fernando de Noronha (Pernambuco), quando derrubamos o submarino alemão que estava na costa brasileira e iria nos atacar”, contou.
Nelson Botelho fez parte do pelotão brasileiro da segunda guerra que era chamado de 'Cobras Fumantes' em referência a expressão "Só se a cobra fumar", que foi muito utilizado na época da guerra para se referir a descrença da participação do país no embate. Posteriormente, os militares dos Estados Unidos passaram a se referir ao pelotão brasileiro na versão inglesa do termo, chamando-o de “Smoking Snakes”.
Para os gêmeos pesquisadores e gonçalenses, idealizadores do grupo de estudos ‘Em Guerra', a perda de Nelson é irreparável e um alerta para que mantenhamos na memória a participação dele e do país na 2ª Guerra.
"A perda do Nelson para São Gonçalo e para a Associação dos Ex-Combatentes é enorme porque ele era o presidente e uma referência, mas o que fica de lição e aprendizado são seus ensinamentos, sua garra, vontade de lutar pelos ideais que moveram ele por todo esse tempo, de manter viva a memória da participação do Brasil... O impacto da morte dele é gigante. Assim como ele, outros estão indo e fica de alerta para que a gente não se esqueça do passado e da participação do Brasil nessa guerra e esse conflito tão importante para a história do mundo."