Estudante picado por naja é indiciado por tráfico de animais
Outras 9 pessoas foram indiciadas

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu nesta quinta-feira (13) o inquérito que investiga o suposto esquema de tráfico de animais silvestres e exóticos. O estudante Pedro Henrique Krambeck, que foi picado por uma naja, foi indiciado por tráfico de animais, associação criminosa, maus-tratos e exercício ilegal da medicina veterinária.
Além do estudante, outras 11 pessoas foram indiciadas, incluindo sua mãe e o padrasto, que poderão responder por associação criminosa, tráfico, maus-tratos, fraude processual e corrupção de menores. Segundo a investigação, os dois sabiam dos crimes do filho e, além acobertá-lo, o auxiliavam.
Gabriel Ribeiro, amigo de Pedro Henrique, foi indiciado por guarda ilegal, posse ilegal, maus-tratos, fraude processual e associação criminosa. Além de Gabriel, outros seis amigos de Pedro Henrique foram acusados de posse ilegal e fraude processual.
A professora de Pedro, Fabiana Volkweis, foi também indiciada por fraude processual. Uma funcionária do Ibama também foi iniciada por ajudar o grupo. Ela era responsável por liberar falsas licenças de autorização para a criação das serpentes.
Segundo a investigação, o esquema de tráfico de animais organizado por Pedro começou em 2017. Ele cuidava da reprodução das cobras e cada filhote era vendido por cerca de R$ 500.
O caso será enviado à Justiça e os promotores do Ministério Público do Distrito Federal vão decidir se denunciarão ou não os envolvidos.