Prefeito de cidade de Santa Catarina quer tratar covid-19 com aplicação de ozônio no ânus

Tratamento não tem eficácia científica comprovada

Enviado Direto da Redação
Anúncio foi feito em live da Prefeitura de Itajaí (SC)

Anúncio foi feito em live da Prefeitura de Itajaí (SC)

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastoni (MDB), sugeriu mais uma opção de tratamento do coronavírus nas unidades de saúde do município. Morastoni sugere que pacientes que apresentarem resultado positivo nos testes de coronavírus devem receber tratamento com administração de ozônio pelo ânus. Não há evidências científicas que comprovem a eficiência do método contra a covid-19.

O prefeito e médico disse em live no Facebook que inscreveu a cidade na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), que é ligada ao Ministério da Saúde, com o objetivo de integrar um protocolo de pesquisa sobre o uso do ozônio.

Tanto o Ministério da Saúde como a OMS já divulgaram, mais de uma vez, que ainda não há cura para o novo coronavírus ou um tratamento com eficácia científica comprovada para a doença.

"Provavelmente vai ser uma aplicação via retal, uma aplicação tranquilíssima, rapidíssima, de dois minutos, num cateter fininho e isso dá um resultado excelente", disse o prefeito na live, acrescentando que o tratamento estaria disponível somente para "quem desejar" e que o método só seria aplicado em casos confirmados da doença.

Morastoni acrescentou que o tratamento provavelmente seria feito em 10 sessões de aplicação de ozônio, "simples, rápidas, de dois a três minutinhos por dia".

O prefeito ainda mencionou que o tratamento por ozônio seria um complemento a outras opções oferecidas pela Administração, como a ivermectina, azitromicina e cânfora.

No começo de julho, a Prefeitura da cidade de Itajaí distribuiu ivermectina aos moradores da cidade. Sem comprovação científica contra a covid-19, o medicamento é utilizado no tratamento de vermes e parasitas, como o piolho. 

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