Dia do motociclista: entenda o mundo dos apaixonados pelas viagens sobre duas rodas
Do trabalho ao hobby, a prática arrebata muitos corações

Por Tatiane Gomes*
Nesta segunda-feira, dia 27 de julho, é oficialmente o dia do motociclista. Uma categoria que vai de trabalhadores a amantes de viagens sobre duas rodas como hobby, deixando clara a variedade na área.
Uma prática muito comum entre apreciadores do motociclismo no Brasil e no mundo é a formação dos chamados Moto Clubes. Esses grupos, que reúnem dezenas e até centenas de motociclistas, tem a finalidade de estabelecer relações de amizade e camaradagem, promovendo a socialização entre seus componentes. Uma prática comum entre seus participantes é a organização de passeios em estradas e encontros de confraternização.
"Como eu posso descrever? É uma paixão! Isso vem desde criança, eu via os motociclistas passando e falava com eles de dentro do carro, e eles sempre respondiam. Também tem a sensibilidade de sentir o vento batendo no rosto, é inexplicável. É uma sensação muito boa. Desde o momento que você monta em uma moto e coloca o capacete, é você, a estrada e sua motocicleta", contou Cristano Lopes, de 42 anos, que prática o motociclismo há 10 anos.
Outro amante das duas rodas, Luciano Eduardo Luna, de 46 anos, que se encontra há 15 anos no ramo do Moto Clube, também confirma o sentimento. "Traz muita paz, é uma sensação de liberdade muito grande", explicou. De acordo com ele, durante a pandemia os encontros se tornaram menos frequentes, somente nos finais de mês, seguindo as recomendações de distanciamento.
Além da pandemia que é um problema mundial, o setor também tem suas próprias dificuldades, mas um tema se sobressai: o perigo nas estradas.
Apesar de serem apenas 27% da frota total de veículos no país, cerca de 97 milhões, de acordo com dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), os motociclistas são os que mais morrem em acidentes de trânsito. Das 37,3 mil mortes que ocorreram nas estradas e vias no Brasil em 2016, os condutores de moto tiveram o número de 12,1 mil, o que representa 32% desses acidentes fatais, de acordo com as informações do Observatório Nacional de Segurança Viária.
Segundo Cristiano Lopes, nesse cenário, existe uma falta de perícia dos dois lados, tanto de motociclistas quanto de motoristas de outros veículos. "A maioria dos acidentes acontecem porque o pessoal quer brincar no trânsito, não respeita as leis. Já o outro lado, tem motoristas de outros veículos que não respeitam o motociclista, já sai jogando o carro ou o caminhão em cima, porque a moto é menor. A falta de perícia de ambos os lados ocasionam muitos acidentes", explicou ele.
De acordo com Luciano Eduardo, falta consciência dos dois lados. "Tem motociclista que quer empinar e fazer arte no meio do trânsito, e não que seja feio, mas tem que ser feito no lugar certo. E tem também motorista de outros veículos que acham que tem razão em tudo", pontuou Luciano.