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Aprovação da vacina contra covid-19 pode ser acelerada em seis meses

Processo geralmente leva anos

relogio min de leitura | Redação 24 de julho de 2020 - 13:12
Atualmente, há cerca de 4 vacinas em fase final
Atualmente, há cerca de 4 vacinas em fase final -

A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, disse nesta sexta-feira (24) que a pandemia do novo coronavírus pode acelerar o processo de observação de resultados no desenvolvimento da vacina em seis meses, caso os dados satisfaçam os reguladores e eles consigam informação suficiente para emitir registros. Normalmente, o tempo de observação pode levar anos.

Segundo a cientista-chefe, há cerca de 200 vacinas contra Covid-19 em desenvolvimento, com aproximadamente uma dúzia já sendo testadas em humanos e entrando em estágio avançado. O próximo passo é analisar a segurança e eficácia da proteção com base nos voluntários que receberam o imunizante.

Os reguladores devem checar se os dados atestam eficiência para o caso da vacina ser produzida em escala, se sua eficácia for comprovada. A OMS afirma estar trabalhando junto a eles para acelerar o processo de obtenção de licenças - e também junto às empresas, para agilizar a produção em massa.

"Ainda vai haver o acompanhamento daqueles que receberam o teste por um período, normalmente dois anos ou até mais. Mas, com seis meses, é possível olhar os resultados e se perguntar se são suficientes", disse Soumya durante uma live para responder dúvidas do público.

De todas as vacinas sendo feitas, 24 estão na fase de testes em humanos, sendo "três ou quatro" em fase final, a fase 3. As mais avançadas são as produzidas pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford e pelo laboratório chinês Sinovac.

Porém, assim como o diretor do programa de emergências da OMS, Michael Ryan, a cientista também afirmou que é preciso se manter realista quanto aos prazos referentes às vacinas. Segundo ele, as pessoas não receberão imunização até o início de 2021. "A ideia de que teremos uma vacina em dois ou três meses e, de repente, esse vírus terá passado... Adoraria dizer isso a vocês, mas não é realista"., disse.

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