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Vigilantes do estado do Rio marcam greve a partir de segunda-feira (20)

Pedido é por reajuste salarial e questionamento da falta de convenção coletiva de trabalho

relogio min de leitura | Redação 18 de julho de 2020 - 13:12
Imagem ilustrativa da imagem Vigilantes do estado do Rio marcam greve a partir de segunda-feira (20)

Vigilantes do Estado do Rio iniciam a partir desta segunda-feira (20), greve por tempo indeterminado. Os trabalhadores decidiram paralisar os serviços depois de assembleia realizada durante quatro dias em todos os sindicatos do estado.

Eles recusaram a proposta patronal e decidiram decretar greve. Com a campanha "Não é só por reajuste. É por dignidade", eles reclamam reajuste do piso salarial e no ticket refeição e também questionam a falta de convenção coletiva de trabalho.

Em todo o estado, são cerca de 40 mil funcionários atuando na área, enquanto na capital são aproximadamente 25 mil.

Para a categoria, a paralisação é fruto do descaso das empresas de segurança com as reivindicações da categoria, que se manteve na linha de frente desde o momento do início da pandemia, e que foi considerada essencial por decretos federal e estadual.

"Querem nos retirar direitos e congelar nossos salários. Também temos lidado com a demissão em massa sob alegação do fator econômico causado pela pandemia, mas não querem pagar o que é devido e nosso setor desrespeita as MPs", explicou o presidente do sindicato do Rio, Antônios Carlos de Oliveira.

Vários órgãos serão afetados pela paralisação. Entre as unidades de saúde que terão a redução de vigilantes estão os hospitais Municipal Souza Aguiar, Miguel Couto, Salgado Filho, Rocha Faria, Lourenço Jorge, Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Hospital Geral de Bonsucesso, um dos hospitais que é referência no tratamento de pacientes com covid-19.

No entanto, o Sindicato das Empresas de Segurança do Rio (Sindesp-RJ) para tentar frear a greve, conseguiu uma liminar obrigando os sindicatos de vigilantes a manter um efetivo mínimo de 70% nos postos de serviço. Nas agências bancárias, o mínimo deverá ser de dois vigilantes. 

"A decisão não impede a greve, mas acaba nos enfraquecendo, mas vamos respeitá-la. Mas, é quase como se não pudéssemos fazer a greve. Ninguém lembra dos direitos dos vigilantes. Nossa categoria está precarizada há anos, trabalhamos com armamento obsoleto. Fomos esquecidos pelo governo. A greve não é só pelo reajuste, mas pela dignidade do nosso trabalho", afirma o presidente do sindicato dos vigilantes.  

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