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Família denuncia que idoso retornou para casa com suspeita de Covid após cirurgia

Família acredita, ainda, que idoso contraiu a doença no hospital

relogio min de leitura | Redação 07 de julho de 2020 - 18:48
Imagem ilustrativa da imagem Família denuncia que idoso retornou para casa com suspeita de Covid após cirurgia

Por Ana Carolina Moraes*

A família de Jorge Muniz Silva, de 74 anos, está passando por um verdadeiro pesadelo. O idoso, que deu entrada no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, com trombose, no último dia 25 de junho, retornou para casa no ultimo sábado (04), após amputar sua perna direita, aparentemente curado.

No entanto, na madrugada de domingo (05), com menos de 24 horas em casa, o pedreiro começou a sentir falta de ar e teve que retornar ao hospital, onde descobriu que está com suspeita de coronavírus. A família está desolada, pois ele pode ter contraído o vírus no hospital e ter transmitido para toda a família.

A filha de Jorge, Jussara Guimarães Silva de Oliveira, de 51 anos, é técnica de Enfermagem e acredita nesta possibilidade ou que a falta de ar pode ser o resultado de uma infecção pega na cirurgia.

"Eu quero uma resposta do hospital, meu pai entrou andando, respirando. Eu entendo da área de saúde e vi que ele estava com embolia pulmonar, entubaram ele e disseram que está com Covid, mas deve ter pego uma infecção da cirurgia", disse Jussara, que também é cuidadora de idosos. 

Jorge, no momento, está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), junto com outros suspeitos de coronavírus, o que continua incomodando a família do idoso. "Se ele está com suspeita de coronavírus, deveria ter ido para o isolamento e não para o CTI, junto com outros contaminados. As informações são de que ele já está entubado e no respirador, e ainda informaram que o estado dele é crítico. A família toda está desesperada, todos nervosos, minha mãe tem asma. Eles tinham que ter feito o teste antes de ele voltar para casa", acrescentou Jussara.

Nesta tarde (7), a família de Jussara eseve no hospital para fazer uma reclamação sobre o caso e afirmou não receber atendimento digno na unidade de saúde.

"Eles não estão atendendo ninguém, estão dispensando e mandando todos embora para buscarem outros hospitais. Meu pai contaminou a família com o vírus ao chegar em casa, o hospital não poderia ter feito isso", disse a cuidadora de idosos. 

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde se pronunciou sobre o tema e disse que já atendeu a família de José.

Confira a nota completa da Secretaria de Estado de Saúde (SES):

"A direção do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT) informa que a família do paciente Jorge Muniz Silva está sendo atendida pela Ouvidoria do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat) e que a situação está sendo analisada pela Direção Técnica do hospital. O paciente, por sua vez, foi atendido e encontra-se estável.

A direção do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT) comunica que não procede a informação de que pacientes não estão sendo atendidos. O setor de emergência segue em atendimento ao público.

A Secretaria de Estado de Saúde destaca que liberou nesta segunda-feira (06/06) o pagamento de R$ 20,4 milhões para o Hospital Alberto Torres, o Hospital João Batista Cáffaro e a UPA São Gonçalo 1 (Colubandê), todos geridos pela organização social Instituto Lagos Rio. Conforme foi noticiado em nota divulgada à imprensa à tarde, “o dinheiro já está sendo liberado e estará na conta da OS entre quarta e quinta-feira desta semana”.

A Secretaria informa também que se reuniu com representantes da Lagos Rio e de outras OSs, na semana passada, e recebeu delas o compromisso de que manteriam o atendimento normal nas unidades até o próximo dia 15 de julho. Neste período, a SES estaria concluindo as auditorias que está realizando nos contratos de prestação de serviço, para evitar pagamentos irregulares. E todos os pagamentos de contratos regulares seriam efetuados dentro deste prazo, como agora está ocorrendo.

Por este motivo, a SES tomará todas as medidas administrativas e legais cabíveis contra instituições que interromperem o atendimento em unidades de saúde da rede estadual, principalmente em unidades de emergência como a do Hospital Alberto Torres, que precisam funcionar plenamente porque atendem pacientes, muitas vezes, em estado grave."

Estagiária sob supervisão de Cyntia Fonseca*

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