Gonçalenses realizam campanha de doação de sangue em condomínios nos dias 8 e 9 de julho
A ideia surgiu quando Felipe Costa precisou da transfusão de sangue após um AVC

Por Ana Carolina Moraes*
Um ato de generosidade pode mudar e muito a vida do próximo. Um exemplo disso é a história da artesã Cleide Fontes, de 59 anos, e de professora Vera Lúcia da Conceição, de 61 anos, que, juntas, resolveram fazer uma campanha de doação de sangue para ajudar o amigo delas, Felipe Costa, que precisava de uma transfusão de sangue, após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico grave. Felipe estava sentindo dificuldades em conseguir realizar a transfusão, por causa do baixo número de doadores, e, com isso, Vera e Cleide resolveram auxiliá-lo criando uma campanha de doação de sangue em condomínios de São Gonçalo. As próximas datas para a arrecadação dos sangues na região serão nos dias 8 e 9 de julho, das 8h às 15h, no Condomínio Parque Residencial Solar de Alcântara 1.
"A ideia surgiu quando um amigo precisou fazer uma transfusão de sangue e eu soube da dificuldade pelas quais os hospitais e bancos de sangue passam em virtude da escassez de material. Antes desta crise que estamos passando (pandemia do novo coronavírus), eu soube que haviam Clínicas de Hemoterapia que faziam coletas externas, indo a condomínios. Entrei em contato com a Clínica de Hemoterapia que imediatamente aceitou vir ao Alcântara, tendo pedido para conseguirmos pelo menos 30 doadores", disse Cleide sobre a ideia de começar a coletar doadores para a transfusão. Cleide conseguiu o apoio de diversas voluntárias de sua igreja na ação.
A primeira coleta de sangue realizada por Cleide ocorreu nos dias 22 e 23 de junho, no Condomínio Almirante Cox, e superou as expectativas. A ação reuniu cerca de 103 pessoas, mas, dentre essas, apenas 84 pessoas puderam doar, por causa das exigências necessárias para realizar o procedimento. A ideia de Cleide, então, foi impulsionada para uma segunda sessão de recolhimento de sangue que ocorrerá nos dias 8 e 9 no Alcântara 1.
Instruções para quem desejar doar o sangue
Para doar, no entanto, deve-se seguir algumas recomendações como: levar um documento oficial com foto (se for menor de idade precisa da autorização dos pais), estar bem de saúde, ter idade entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos, estar alimentado e, caso tenha mais de 61 anos, já ter doado outras vez na vida. O doador também não pode estar gripado ou com alergia, estar há mais de quatro semanas sem tomar nenhuma vacina para sarampo ou tétano, deve estar há mais de dois dias sem tomar vacina para gripe, deve estar há mais de um ano sem ter feito nenhuma tatuagem ou piercing, ter tido hepatite após os 11 anos de idade, ter feito endoscopia ou colonoscopia nos últimos 6 meses, estar há mais de 12 horas sem ter ingerido bebidas alcoólicas e não ser usuário de drogas ilícitas. Mulheres podem doar de 3 em 3 meses e homens de 2 em 2 meses.
Todo o procedimento da coleta é feito por médicos e enfermeiros especializados da Clínica de Hemoterapia. O material recolhido será encaminhado para o banco de sangue da clínica e o sangue será enviado para outros que necessitarem de transfusões.
A história de Felipe
O supervisor de vendas Felipe Costa, de 39 anos, responsável pela mobilização do ato de doação, sofreu um AVC hemorrágico grave na noite do dia 09 de abril. Ele foi operado, ficou um mês em um coma induzido, fez hemodiálise depois que seus rins começaram a falhar e recebeu a ajuda das pessoas na transfusão de sangue, que pode ter salvado sua vida, por isso, a doação é importante. Hoje, Felipe, que ainda está hospitalizado,mas já se encontra melhor e recuperou suas funções neurológicas. Ele logo será encaminhado para casa.
"Como família somos só alegria e agradecimento, pois através de um gesto de amor, que é a doação de sangue, centenas de vidas estão sendo salvas. Não há palavras que expressem nosso agradecimento a todos que tiraram um pouco de seu precioso tempo, venceram até mesmo o medo da pandemia, e foram nos ajudar. Não iremos jamais nos esquecer dessa grande corrente que nos envolveu com amor e carinho nesse momento tão difícil", disse a instrutora de música Silvya Alessandra Souza Abreu, de 45 anos, irmã de Felipe.
Depoimentos de doadores
Algumas pessoas que não podem doar ajudaram a campanha de Cleide e Vera do jeito que puderam. É o caso da professora Claudia da Silva Fontoura, de 48 anos, que não pôde se tornar doadora, por causa de questões de saúde.
"Quando soube da coleta de sangue em Alcântara, fiquei triste, pois não posso doar por questões de saúde, mas sabia que poderia ajudar divulgando. Conversei com amigos da minha igreja e, com isso, consegui 10 pessoas para a doação. Os doadores que eu encaminhei voltaram maravilhados com a receptividade dos voluntários e com o atendimento recebido pela equipe de saúde. Espero que outras pessoas também se mobilizem, pois mesmo quem não pode doar, pode colaborar", disse a professora.
Já outros, incentivam que as pessoas doem para ajudar aqueles que precisam do sangue. É o caso do servidor público Paulo César da C. Siqueira. "Fui doador de sangue no Condomínio Almirante Cox, em Alcântara. Gostaria de deixar uma palavra de incentivo, principalmente para as pessoas que têm medo de doar sangue. Não deixem o medo ser impedimento para esse ato solidário. Há muitas desinformações que tiram a coragem das pessoas. O procedimento é seguro e a equipe de saúde está capacitada para tirar todas as dúvidas", afirmou ele.
Como doar?
As pessoas interessadas em doar devem cumprir todos as exigências explicadas nas instruções acima para ser tornar um doador. Caso a pessoa cumpra todos os requisitos, ela deva agendar o horário de sua doação de sangue através dos números: (21) 98182-1696 - (21) 2602-9600 (Jane), (21) 96432-8333 (Canela), (21) 97407-7115 (Cleide). Lembrando que os horários agendados devem ser entre às 8h e às 15h, dos dias 8 e 9 de julho, no Condomínio Alcântara I.
Serviço:
O Condomínio Parque Residencial Solar de Alcântara 1 se localiza na Rua Dr. Alfredo Backer, 579 , no bairro Alcântara, em São Gonçalo.
*Estagiária sob supervisão de Marcela Freitas