OS Lagos, responsável pelo HEAT e UPA de SG, é alvo de operação do MP
Ao todo, são sete mandados de prisão e 14 de busca e apreensão

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou, na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Pagão, que investiga a organização social Instituto dos Lagos-Rio por desvios de mais de R$ 9 milhões dos cofres públicos do estado.
Ao todo, são sete mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Doze suspeitos são denunciados por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Os mandados estão sendo cumpridos no Rio e em São Paulo. No Rio, os mandados foram cumpridos na capital, em Itaboraí e Petrópolis. Já em São Paulo, estão sendo cumpridos em Barueri e na capital.
Os alvos da operação são Sildiney Gomes Costa (Ex-dirigente e atual fornecedor da OS), José Marcus Antunes Andrade (Diretor-presidente da OS), Fabio Figueiredo Andrade de Souza (Filho de Juracy), Fernanda Andrade de Souza Risden (Filha de Juracy), José Carlos Jorge Lima Buechem (Ex-dirigente da OS) e os empresários Renê Borges Guimarães, José Antonio Sabino Júnior, José Pedro Mota De Sousa Ferreira, José Antônio Carauta de Souza Filho, Gustavo de Carvalho Meres.
A OS Lagos é uma das maiores organizações sociais do estado e é responsável por gerir pelos menos dois hospitais e cinco UPAs, entre eles o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo, e o Hospital Estadual Prefeito João Baptista Cáffaro, em Itaboraí. Segundo o MPRJ, entre 2012 e 2019, a OS recebeu R$ 649 milhões do governo do estado, sendo grande parte deste montante desviada.
De acordo com as investigações, o desvio era feito com o pagamento de valores superfaturados para outras empresas, sob o pretexto de compra de produtos ou terceirização de serviços necessários para os hospitais e UPAs.
Com o pagamento superfaturado sendo feito, o repasse dos valores excedentes era direcionado aos dirigentes da organização criminosa ou para outras pessoas indicadas por eles. A quantia era paga em espécie para ocultar o destino dos recursos públicos desviados, os criminosos também utilizavam empresas de "fachada" para cobrirem os rastros.
Segundo o MPRJ, por não ter condições de assinar contratos de gestão com o estado, a OS forjava sua capacitação técnica obtendo atestados técnicos falsos.