Opas diz que países das Américas podem demorar mais para superar a pandemia

Instituição braço direito da OMS disse que ainda não se pode falar em segunda onda

Enviado Direto da Redação
Diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da Opas disse que não é o momento de afrouxar medidas de restrição

Diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da Opas disse que não é o momento de afrouxar medidas de restrição

Foto: Divulgação/ Agência Brasil



O diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), braço direito da OMS nas Américas, informou que é preciso manter as medidas de contenção do coronavírus neste período e que se as regras forem afrouxadas a América pode sofrer por mais tempo com a pandemia do que a Europa.



Para o diretor Marcos Espinal, não é bom fazer comparações entre a Europa e a América Latina, por exemplo, já que as regiões vivem realidades de infraestrutura, recursos e igualdade social, bem diferentes.



A Europa foi atingida severamente com a pandemia no fim de janeiro mas depois que passou por medidas rigorosas, de forma eficiente, eles conseguiram diminuir o número de contágios. Para o diretor da Opas, tudo indica que os meses de junho e julho contarão com uma onda de casos de Covid-19 e também aumento no número de mortes nas Américas.



"No começo, os países implementaram ações precoces que permitiram tornar mais lenta a disseminação do vírus. Mas hoje, todavia, estamos no que é o epicentro desta pandemia e definitivamente as medidas devem continuar. Ao contrário, podemos ver que isto continue por um tempo bastante importante."



Para o subdiretor da Opas, Jarbas Barbosa, não se pode falar em segunda onda tendo em vista que nenhum país das Américas conseguiu controlar a transmissão da primeira onda. "Esta é a situação que temos na Nova Zelândia, que interrompeu completamente a transmissão de covid-19. Então, se em um mês ou dois meses a Nova Zelândia experimentar uma nova onda de transmissão, esta será a segunda onda", disse ele.

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