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Saiba como funcionam as duas vacinas contra a Covid-19 que serão testadas em 11 mil brasileiros

Fase de testes pode levar até seis meses

relogio min de leitura | Redação 12 de junho de 2020 - 16:18
Cerca de 11 mil brasileiros serão voluntários em duas vacinas contra a Covid-19
Cerca de 11 mil brasileiros serão voluntários em duas vacinas contra a Covid-19 -

Nos últimos dias, duas pesquisas internacionais informaram que vão usar cerca de 11 mil voluntários brasileiros para testar as vacinas que estão em estudo. A primeira iniciativa é a da universidade britânica de Oxford, que vai iniciar os seus testes ainda no mês de junho com mil voluntários de São Paulo e outros mil no Rio de Janeiro.

A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) ficou responsável por selecionar voluntários de 18 a 55 anos que trabalham no setor de saúde. Já no Rio, a Rede D’Or São Luiz e o Instituto D’Or ficaram responsáveis pela seleção.

A segunda iniciativa foi anunciada na última quinta (11) pelo governo do Estado de São Paulo e está sendo feita em parceria com uma empresa chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, centro de pesquisas ligado à secretaria estadual de Saúde de São Paulo.

De acordo com especialistas da área, a fase de testes pode durar até seis meses e a fase de produção e comercialização podem demorar entre 12 a 18 meses.

Veja a diferença entre as duas vacinas:

Vacina ChAdOx1 nCoV-19, da Universidade de Oxford

É uma das mais avançadas em experimento contra a Covid-19 no mundo. Ela é composta a partir de ChAdOx1, que é uma versão mais branda de um vírus que causa gripe em chipanzés, com modificações genéticas que impedem que ela se espalhe entre humanos. Material genético foi acrescentado ao vírus ChAdOx1 com a presença de uma proteína chamada glicoproteína de pico.

O seu principal objetivo é fazer com que o sistema imunológico do corpo humano reconheça a glicoproteína de pico e crie uma defesa contra ela. Uma parcela dos voluntários vai receber uma outra vacina, usada comumente contra meningite, que provoca sintomas parecidos. Este será o grupo de controle, usado para comparar e contrastar as duas vacinas. Os voluntários não serão informados sobre qual vacina estão recebendo.

Após a dose, eles vão iniciar um acompanhamento pela internet, fazendo relatos diários durante um período de sete dias e serão monitorados por três semanas 

CoronaVac da Sinovac

A empresa chinesa tem experiência na produção de vacinas contra febre aftosa, hepatite e gripe aviária. Os estudos começaram no começo da pandemia mas já avançou bastante. Os primeiros testes humanos começaram na China no dia 16 de abril. O diretor do Instituto Butantan disse que o Brasil tem interesse em produzir e comercializar a vacina no país e não somente ajudar com voluntários.

A Sinovac está construindo uma fábrica na China que, segundo a empresa, terá capacidade para produzir 100 milhões de doses da CoronaVac por ano. A empresa chinesa diz que, ao firmar o convênio, o "Instituto Butantan poderá assegurar que a população brasileira terá acesso a essa vacina".

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