Obras do Hospital da Mãe, prometido em 2013, serão descontinuadas
Motivo não foi esclarecido pela Secretaria Estadual de Saúde

Por Daniel Magalhães*
Prometido para o segundo semestre de 2013, a Maternidade de São Gonçalo e Clínica da Mãe surgiu como uma esperança para as mães gonçalenses que teriam em sua cidade uma estrutura neonatal diferente de qualquer outra no estado. Após sete anos de promessas e obras inacabadas, hoje foi anunciado pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP) que as obras para construção foram descontinuadas.
Não foram definidos os motivos pelos quais o hospital não sairá mais do papel. O ofício diz apenas que os técnicos da EMOP "entenderam pela inviabilidade de continuidade da obra de Demolição / Construção da Maternidade de São Gonçalo e Clínica da Mãe".
A unidade que contaria com cinco andares, sendo um com 36 leitos dedicados exclusivamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal surgiu como uma saída para desafogar outras maternidades do município que sofrem com superlotação, como a maternidade municipal, em Alcântara, que até o ano passado realizava quase mil partos por mês, e a UPA do Colubandê, próxima de onde seria o novo hospital.
Tanto a UPA como a maternidade municipal são alvos de reclamações dos pacientes que relatam a falta de estrutura e superlotação de ambas unidades hospitalares. Assim, o Hospital da mãe com seus mais de 100 leitos, 14 consultórios, sala de máquinas e salas de pré e pós-parto aumentaram as expectativas das mães da região, mas, depois de sete anos, a estrutura ainda está no esqueleto.
A Secretaria Estadual de Saúde não informou o motivo para a descontinuidade da obra e se há outros projetos para uma mesma unidade em outro bairro da região.
Estagiário sob supervisão de Cyntia Fonseca*