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'Meu coração está sangrando', diz mãe de menino que morreu ao cair do nono andar

Patroa da mãe de Miguel, de 5 anos, vai responder por homicídio culposo

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 04 de junho de 2020 - 16:03
Imagem ilustrativa da imagem 'Meu coração está sangrando', diz mãe de menino que morreu ao cair do nono andar

Foi sepultado, ontem, o corpo de Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, que morreu após cair do nono andar de um edifício de luxo, no Centro de Recife, em Pernambuco. O caso aconteceu na última terça-feira (2). Ele era filho de uma empregada doméstica, que trabalhava no 5º andar do prédio.

Segundo relatos, Sari Cortes, a patroa de Mirtes Renata Santana da Silva, a mãe do menino, teria pedido para que a empregada descesse para passear com o cachorro. A criança acompanhava a mãe ao trabalho porque a creche que ela estudava está com atividades suspensas devido à pandemia do novo coronavírus. De acordo com a polícia, Sari teria negligenciado e se omitido de cuidar do menino enquanto a empregada doméstica saiu do apartamento para passear com o cachorro da família. E foi nesse meio tempo, que a tragédia aconteceu.

Imagens das câmeras internas do prédio mostraram o menino, sozinho, apertando diversos botões do elevador. Do 5º andar, Miguel foi parar no nono, à procura da mãe,  chegou a um local que não tinha proteção de segurança, e acabou caindo.

Ao voltar para o condomínio, a mãe do menino viu a criança caída no chão e um médico que mora em um dos apartamentos ajudou no socorro da vítima. O socorro aconteceu em carro particular, antes da chegada do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que chegou ao local cinco minutos depois. O menino morreu a caminho do hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife.

Em entrevista ao vivo na TV para o Jornal Meio Dia, a mãe de Miguel desabafou sobre o caso: "Infelizmente, faltou um pouco de paciência dela para tirar o meu filho de dentro do elevador. Se ela tivesse um pouquinho mais de paciência, se ela tivesse pego ele pela mão, ao invés de ficar só falando, pegasse ele pela mão e tirasse [ele do elevador], meu filho tava hoje comigo", desabafou a empregada doméstica.

Liberada após fiança

Nesta quarta-feira (3), a Polícia Civil autuou a patroa em flagrante pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. 

Como previsto em lei, ela pagou fiança - determinada pelo delegado Ramón Teixeira em R$ 20 mil - e foi liberada. As primeiras investigações apontaram que a mulher teria permitido que o garoto subisse sozinho no elevador antes de cair do 9º andar - uma altura de 35 metros.

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