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Moradores reclamam de obras inacabadas na Trindade, São Gonçalo

Empresa responsável por obras deixou o local sem repor asfalto

relogio min de leitura | Redação 02 de junho de 2020 - 12:56
O consórcio responsável pelas obras de saneamento é acusado de deixar obras incompletas
O consórcio responsável pelas obras de saneamento é acusado de deixar obras incompletas -

Por Daniel Magalhães*

A polêmica das ruas esburacadas em Trindade, São Gonçalo, ganha mais um novo capítulo em plena pandemia. Desde o ano passado, o Consórcio SAG tem feito obras de instalação de rede coletora de esgoto como parte do Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (PSAM), mas as intervenções que eram para trazer melhorias, têm trazido transtornos para os moradores do bairro.

Após a conclusão das obras de instalação da rede coletora, a empresa segue para os próximos endereços e não fazem as obras de recuperação asfáltica, deixando as ruas esburacadas e alagadas, trazendo transtornos para os moradores, pedestres e motoristas que transitam pelos endereços.

A Avenida São Paulo, Avenida Cidade Campos e a Rua Cuiabá são apenas alguns dos muitos endereços que foram prejudicados com o descaso do Consórcio SAG. Moradores cobram por melhorias, já que os problemas causados pelas obras têm trazido prejuízos para motoristas e donos de comércios locais.

"Tem muitas pessoas reclamando. Lojas que estão perdendo vendas, especialmente quem trabalha no ramo da alimentação. Motoristas também reclamam de problemas nos carros, que estão sempre tendo que fazer manutenção. Além de trazer problemas de saúde aos idosos, devido a poeira.", disse o presidente da Associação de Moradores, Ricardo Lima.

Em setembro do ano passado, o bairro passou por uma situação parecida e somente após a visita do prefeito José Luiz Nanci no canteiro de obras, o consórcio apresentou um cronograma de obras para recuperar o asfalto dos endereços prejudicados pelas obras de implementação da rede coletora de esgoto. Na ocasião, o prefeito reclamou que a empresa fazia as obras, mas deixava os buracos para a prefeitura tapar.

"Não somos contra a obra, que vai melhorar a qualidade de vida da nossa população. Mas vocês não podem abrir uma série de buracos, instalar a rede de esgoto e deixar os buracos para a prefeitura tapar. Queremos uma solução para o problema ou teremos que paralisar as obras até que a empresa recupere todas as ruas que tiveram o asfalto destruído", disse o prefeito na ocasião.

Questionada sobre os problemas atuais, a Prefeitura ainda não se posicionou.

*Estagiário sob supervisão de Thiago Sores

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