Witzel acusa Bolsonaro de perseguição e diz que filho do presidente que deveria estar preso
Governador do Rio foi alvo da Operação Placebo nesta manhã (26)

O governador Wilson Witzel fez um pronunciamento no Palácio das Laranjeiras, na tarde desta terça (26), após ser alvo da Operação Placebo da Polícia Federal. Witzel não poupou críticas à ação, que segundo ele, não resultou em nada e teve caráter ‘fantasioso’.
Witzel disse estar sendo vítima de uma perseguição política e que outros governadores, que não estão agradando o presidente Bolsonaro, iriam passar por isso. “O que aconteceu comigo vai acontecer com outros governadores que forem considerados inimigos. Narrativas fantasiosas, investigações precipitadas, um mínimo de cuidado na investigação do processo penal, levaria aos esclarecimentos necessários.”
Afirmou também que a PF foi induzida ao erro, após suposta interferência do presidente Bolsonaro. Já em relação ao senador Flávio Bolsonaro, um dos que o apoiou nas eleições de 2018, ele se mostrou arrependido da aliança e disse que o filho do presidente que deveria estar preso.
“Ao contrário do que se vê na família do presidente Bolsonaro, a família engaveta inquéritos, vaza informações. O senador Flávio Bolsonaro, com todas as provas que temos contra ele, já devia estar preso. Este sim. A polícia federal deveria fazer o seu trabalho com a mesma serenidade que passou a fazer no Rio de Janeiro porque o presidente acredita que estou perseguindo a família, e ele acredita que a única alternativa é me perseguir politicamente”.
Operação Placebo
A Polícia Federal iniciou, na manhã desta terça-feira (26), uma ação denominada de Operação Placebo, na residência oficial do governador Wilson Witzel, no Palácio das Laranjeiras. Segundo informações, a operação tem o objetivo de apurar indícios de desvios de dinheiro que deveriam ser destinados para a emergência da saúde pública decorrente da nova pandemia do coronavírus no Rio de Janeiro.
Quinze equipes da Polícia Federal (PF) participam da ação. Os agentes responsáveis vieram de Brasília, através do Aeroporto Internacional do Rio, por volta das 5h30 da manhã. A Operação Placebo é autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações da assessoria de imprensa da PF, a ação tem o comando da Superintendência do Distrito Federal e os agentes estão atuando em mais dois bairros além de Laranjeiras. Os agentes estão no Leblon e no Grajaú, locais que Witzel morava antes de ser eleito.