Alerj cobra informações sobre obras de recuperação do Túnel do Tibau
Canal está obstruído por causa de rocha, que impossibilita troca de água entre o mar e a lagoa de Piratininga

A Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj (Cosan) enviou um ofício ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) nesta semana, solicitando informações sobre as obras de recuperação do Túnel do Tibau, em Niterói, obstruído após um desmoronamento há cerca de 1 ano e 3 meses, impossibilitando a troca de água entre o mar e a Lagoa de Piratininga. Nesse sábado (16/05), completam-se 10 meses de uma representação do deputado Gustavo Schmidt, presidente da Cosan, enviada ao Ministério Público, solicitando ao órgão que obrigasse a Prefeitura a tomar providências para solucionar a questão.
No ofício enviado nesta semana ao Inea, Gustavo solicita informações sobre quando irá ocorrer a recuperação do túnel, se já existe um cronograma para a realização dos trabalhos e pede um posicionamento quanto ao empenho da Prefeitura de Niterói na execução das obras junto ao órgão estadual.
“Sabemos que, neste momento, a maior preocupação é o combate ao novo coronavírus. No entanto, o problema do Túnel do Tibau ocorreu há mais de 1 ano, muito antes da pandemia acontecer. Desde então, não vimos qualquer movimentação consistente da Prefeitura, que seria a responsável pelas obras, no sentido de resolver a questão”, afirma Gustavo Schmidt. “Enquanto isso, nossa Lagoa de Piratininga sofre com a poluição e o desequilíbrio do ecossistema local, prejudicando a pesca, o turismo, o lazer e o meio ambiente de Niterói. Queremos, ao menos, saber se já há alguma movimentação sendo feita para que os trabalhos comecem assim que possível”.
O desmoronamento do Túnel do Tibau ocorreu no início de 2019. Desde então, moradores e pescadores locais percebem a degradação acelerada da Lagoa de Piratininga, com a falta de peixes, a poluição e o desequilíbrio do meio ambiente local. Concluído em 2008, o Túnel do Tibau tem cerca de 1 km de extensão e 4,5 metros de altura. Sua construção visava conter a degradação da Lagoa de Piratininga. Dez anos após a obra, uma análise da própria Prefeitura atestava que o túnel era responsável por manter equilibrado o ecossistema e a renovação das águas.