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Gonçalenses seguem esperando a análise do auxílio emergencial

Sem ajuda, muitos profissionais estão voltando a trabalhar

relogio min de leitura | Redação 07 de maio de 2020 - 10:22
São três parcelas de R$600 ou R$1200 - em caso de mãe solo -, que deveriam ajudar as famílias nos meses de abril, maio e junho
São três parcelas de R$600 ou R$1200 - em caso de mãe solo -, que deveriam ajudar as famílias nos meses de abril, maio e junho -

Renata Sena 

Um mês e nada. Ou melhor: um mês e em análise. E é essa palavra que tem rondado a cabeça de milhares de brasileiros desde  o dia sete de abril, quando o Governo Federal, em parceria com a Caixa Econômica, lançou o aplicativo para que a população solicitasse o Auxílio Emergencial, cedido por causa da pandemia do novo coronavírus. 

São três parcelas de R$600 ou R$1200 - em caso de mãe solo -, que deveriam ajudar as famílias nos meses de abril, maio e junho. 

Porém, a verdade é que para muita gente a espera tem sido longa demais e as contas de abril já deixaram de ser paga. 

"Eu sempre trabalhei com minhas faxinas. Isso me garantia as contas pagas. Porém, em abril eu segui a recomendação do governo e fiquei em casa. Acreditei que eles me dariam o auxílio necessário e que eu tenho direito. Fiz meu cadastro dia sete, as dez horas da manhã. Tentei ser uma das primeiras, e me dei muito mal. Depois de mais de vinte dias, recebi a informação que os cadastros do primeiro dia deram problema e eu tive que fazer novamente. Pois fiz, e até agora nada. Hoje completa um mês que não recebo um centavo e comi porque recebi cesta básica", desabafou Francisca de Sá, de 49 anos. 

Mas, infelizmente, o drama que ela vive se repete em muitos lares gonçalenses.  Outro que também fez o cadastro no primeiro dia e segue aguardando resposta é o motorista de aplicativo Matheus Gomes, de 29 anos. 

" Eu me cadastrei direitinho e tô até hoje esperando. Sabe o que aconteceu? Voltei a trabalhar. Não adianta eles mandarem a gente ficar em casa e não cumprir a parte deles. R$600 não me sustentaria, mas já pagaria minhas contas básicas e eu ia ficar em casa duro mesmo. Mas se nem a luz eu posso pagar, faço o que? Voltei a trabalhar", disse o motorista. 

O pensamento do Matheus pode ser visto nas ruas, onde a população voltou a circular normalmente, descumprindo qualquer regra de isolamento social e de distanciamento. 

Apesar disso, o Ministério da Cidadania, responsável pelos auxílios, respondeu somente que estão trabalhando para que as solicitações sejam analisadas até o final desta semana

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