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Doente, funcionária pública luta para continuar com emprego na prefeitura

Tânia Libia, moradora de Rio Bonito, teme ficar desempregada durante pandemia

relogio min de leitura | Redação 04 de maio de 2020 - 16:23
Funcionária pública de Rio Bonito alega estar sofrendo injustiça e pode perder o emprego
Funcionária pública de Rio Bonito alega estar sofrendo injustiça e pode perder o emprego -

Após longos meses de brigas judiciais com a prefeitura de Rio Bonito, a funcionária pública Tânia Libia, de 35 anos, segue tentando permanecer em seu posto de trabalho. A história de Tânia foi contada por O SÃO GONÇALO em fevereiro deste ano, quando, na ocasião ela tentava receber três pagamentos que estavam em atraso, além do seu 13º.

Tânia relata que após a matéria houve um acordo com os órgãos responsáveis, mas agora recebeu um inquérito pedindo sua demissão por abandono de emprego. Seu desafio é conseguir sobreviver sem a ajuda da prefeitura e sem direito a receber o auxílio emergencial disponibilizado pelo governo neste período de pandemia causada pelo coronavírus.

“O prefeito havia me falado que não ia me prejudicar e que ia fazer um acordo para acertar os pagamentos em atraso, só que não aconteceu nem uma coisa nem outra. A prefeitura abriu um inquérito administrativo alegando abandono de emprego, estou arriscada a ser mandada embora após 16 anos de casa. Estou apavorada com isso”, disse ela.

Segundo Tânia, a prefeitura alega que ela ficou ausente por um período de 60 dias, que segundo ela não é verdade. “Eu retornei ao trabalho no dia 21 de fevereiro, mas no ano passado eu fiquei afastada pois estava sofrendo com profunda anemia, que ainda não consegui o tratamento”, desabafa a funcionária pública.

Ao olhar para o futuro, Tânia se desespera, pois se perder o emprego sua situação ficará bem complicada. “Tenho uma filha de 12 anos que precisa de mim, ela sofre com refluxo e meu marido também está doente”, diz ela, que não poderia sequer receber o auxílio emergencial, já que não está no grupo que tem direito.

Diante de uma grave crise econômica causada pelo coronavírus, a funcionária pública está em busca dos seus direitos, já que o motivo do inquérito que foi aberto não condiz com o que realmente está acontecendo. “Como que eu vou me sustentar?”, questiona ela.

A prefeitura de Rio Bonito não respondeu sobre o caso.

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