Fenaj repudia a má cobertura da mídia internacional sobre Covid-19 na África
O continente já apresenta 22 mil infectados e mil mortes

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), juntamente com a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira) vieram a público nesta quinta-feira (30) para repudiar a ausência de informações da grande mídia internacional a respeito do impacto da pandemia nos 54 países do continente. Atualmente a África possui cerca de 22 mil casos confirmados e mais de mil mortos em razão da doença.
Em nota, a Fenaj afirma: "É inadmissível que a imprensa mantenha um comportamento racista e excludente, ao não divulgar informações pertinentes sobre a África e não destacar, com raras exceções, o recorte racial do impacto da COVID-19 em nosso país."
A federação também recomenda que os impactos da COVID-19 no continente africano e na população negra brasileira recebam o destaque que merecem nas reportagens televisivas, radiofônicas, impressas e na web.
Além da crítica a cobertura midiática internacional, a nota também ressaltou o trabalhos da imprensa negra, que estaria cumprindo seu papel de dar ênfase a essa população, apesar das dificuldades que enfrentam.
"É fundamental que a grande mídia tenha responsabilidade no exercício da prática jornalística", esclareceu a nota.