Quarentena: confira dicas de como evitar a depressão e a ansiedade
Confira lista de psicólogos que estão atendendo gratuitamente

Por Ana Carolina Moraes*
Enfrentar a quarentena tem sido um momento difícil para todos. Ficar semanas em casa para evitar que o coronavírus se espalhe pode ser uma das situações mais complicadas para diversas pessoas, sejam elas do grupo de risco da doença, como idosos e pessoas com doenças crônicas, que realmente devem evitar de sair a todo custo, ou pessoas que tem depressão, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) ou ansiedade.
Na China, por exemplo, o número de pessoas que buscam por auxílio profissional na quarentena aumentou consideravelmente, por isso, o governo de Pequim colocou à disposição cerca de 300 linhas de assistência telefônica administrada por universitários e pessoas especializadas na área da psicologia. Pensando nisso, o jornal O SÃO GONÇALO reuniu dicas para enfrentar a quarentena e a pandemia do coronavírus de forma segura.
A autônoma Sandra Regina Parreira, de 61 anos, que vive no bairro da Engenhoca, em Niterói, está sofrendo com a quarentena. A idosa normalmente tem uma rotina agitada, com trabalhos e caminhadas, mas, com o coronavírus, Sandra, que também é hipertensa e sofre de diabetes, tem evitado de ir nas ruas e tenta se distrair como consegue em casa para não sofrer psicologicamente.
"A minha maior dificuldade é que eu estou acostumada a sair e trabalhar e ficar em casa acaba mexendo com meu psicológico. Eu gosto de andar na rua, estou acostumada a fazer minha caminhada e isso tudo me faz falta. Me sinto inútil e não gosto, mas, por ser do grupo de risco do coronavírus, tenho medo. Por isso, invento coisas para fazer em casa, como cozinhar, arrumar as coisas, reorganizar o jardim e etc", disse Sandra.
A expectativa da idosa é que a situação atual se resolva da melhor forma para que ela e todos consigam voltar para sua rotina. "Espero que a quarentena acabe e que tudo se resolva bem", contou.
A psicóloga Sandra Torres, que atua na psicologia clínica há 35 anos, explica como a depressão pode se desenvolver na quarentena e dá dicas de como evitar esse problema.
"Tenho visto pessoas que já tomam medicamento e passam a desenvolver crise de pânico. São pessoas que tem filhos distantes, pessoas que já tem alzheimer e que estão sofrendo com medo da doença. Outra coisa que causa ansiedade são as aulas online, as crianças comem o tempo inteiro e ficam ansiosas em casa, causando o mesmo nos pais. Isso tudo causa desespero, já que a depressão vem de castração e impedimento, ou seja, estamos impedidos de viver a vida normal. Por isso, quem já sofre com a doença, pode sofrer mais e quem não tem nenhum transtorno pode desenvolver também. Mas, isso não é desculpa para burlar a quarentena. Temos que nos resignar, se não podemos mudar isso, temos que aceitar e ver como mudar esse tempo que estamos passando em casa. Para quem costuma sair muito, a ansiedade pode ser maior", afirmou a psicóloga.
A psicóloga ainda dá dicas para lidar com pensamentos negativos e passar o tempo na quarentena.
"É um tempo que vamos ter que suportar. Para o adulto, é necessário aceitar que essa situação independe dele e tentar fazer ginástica, exercícios, ouvir música, ver um filme, falar com alguém pela internet. Para as crianças, os pais devem ser criativos e ajudar eles a passarem um tempo com a família, seja fazendo exercícios online da escola ou vendo um filme em família. Isso principalmente para crianças menores, pois os adolescentes sabem se cuidar melhor sozinhos. Para os idosos, é complicado, mas é tentar fazer com que eles exercitem o cérebro e manter contato sempre com um profissional especializado, principalmente se o idoso tiver alguma doença mental", afirmou Sandra.
Pesquisas mostram que 29% da população que viveu na quarentena em 2002, na época da epidemia de SARS, a síndrome respiratória aguda, sofreram de sintomas de estresse pós-traumático, além disso, 31% das pessoas desenvolveram uma depressão depois do isolamento. Como os idosos são o principal grupo de risco do Covid-19, junto com as pessoas com problemas crônicos, esses são os que mais sofrem com a quarentena, pois qualquer "ida na esquina", pode terminar com a contaminação pelo vírus.
Para evitar qualquer ansiedade e manter idosos e pessoas que já tenham depressão, em contato com algum profissional, psicólogos do Rio, de Niterói e de São Gonçalo criaram uma lista com seus números para atender gratuitamente aqueles que precisarem na quarentena.
Time de Apoio Psicológico Humanidades 2020: atendimento online gratuito
Ana Luiza: 21-99609-9346 - Instagram @papocomzero
Fatima Giovanini: 21-98617-2755
Vitória Duarte: 21-99808-6700
Laura Machado: 21-98820-6989 Skipe: laurammachado( o atendimento no momento pode ser realizado via skipe)
Renata Martinelli: 21-98181-6909
Cristina Haupt: 21-99490-4377
Sabrina Chagas: 21-99637-6330 Instagram @drasabrina_chagas
Eva Bruckner: 21-98853-1843
Maria Teresa Mendes Morais: 21-99995-7267
Scheila Portugal: 21-99635-7349
Helena Müller: 21-99803-1945
Marcia Stephan: 21-99984-7888
Taciana Indio da Costa: 21-98169-8449
Cristina Kuhn: 21-98885-1130
Marcia Velasco: 21-99114-5834
Inês Basto: 21-99995-5791
Mayla Cosmo: 21-99724-5700
Simone Freitas: 21-99984-8264
Joyce de Marca: 21-999773879
Danielle Grynszpan: 21- 99125-1270
Adriana Novis Leite Pinto: 21-98596-5098
Adriana Toffoli Uren: 21-97680-6661
Claudia Macieira: 21-99637-9416
Sueli Morais Machado: 21-99971-7662
Dora Gurfinkel: 21-99973-0532
Bettina Kilgerman: 21-99608-7878
Celina Cantidiano: 21-99333-9896
Silvia Vaks: 21-99691-4311
Mariza Barboza: 21-99805-6011
Heloisa de Castro Yoshida: 21-98125-6443 Skype:heloisayoshida
Clara Sauberman: 21-997350102
Alinges Lenz Cesar Lima: 21- 99982-6524
José Henrique Lobato: 21-99647-3360
Marcia Rubinsztajn: 21-99625-0868
Marcia Melquior:21 -99995-2757
Silvia Lefèvre: 21-99989-4751
Eliane Marcellino: 21-99998-3455
Márcia Maron: 21-98669-1247
Silvia Arditti21: 99700-2755
Tamara Louro: 21 -98804-1504
Malu Ruiz: 21 -99923-7725
Paula Camargo: 21-97205-5664
*Estagiária sob supervisão de Marcela Freitas