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‘Série Profissões’: O vendedor de churros que sempre sonhou em trabalhar com sua carrocinha

Terceiro episódio da série traz a história de Isaías Freitas, que trabalha desde os 14 na venda do tradicionalíssimo churro

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 19 de março de 2020 - 16:00
'Série Profissões': vendedor de churros
'Série Profissões': vendedor de churros -

Por Thalita Queiroz*

Com cheiro e sabor de infância, os churros são doces que caíram no gosto popular há quase um século atrás e até hoje conquista todo mundo, desde criança até idoso. “Vamos comer um churros?”, o bordão inconfundível da Dona Florinda, no seriado mexicano Chaves, se eternizou. A especialidade culinária da personagem para conquistar o Professor Girafales não falhou, assim como nos dias de hoje. O personagem do episódio de hoje, da série “Profissões que resistem”, não faz parte do elenco do “Chaves” mas também faz muito sucesso.

Isaías Freitas tem 59 anos e desde os 14 anos trabalha com churros. Nascido em São Fidélis, norte fluminense, Isaías sempre gostou muito de vender o doce mas nos anos 90 ele conseguiu um outro emprego, em São Gonçalo, e precisou mudar a sua rotina. Trabalhando há anos na Universidade Salgado de Oliveira (Universo), ele precisou dar uma pausa na sua carrocinha de churros para enfrentar novos desafios.

Mas sem jamais esquecer do que realmente gostava de trabalhar, o destino quis que Isaías retornasse para a sua carrocinha. Atualmente, trabalhando na frente da Universidade que o trouxe para São Gonçalo, o vendedor de churros voltou a fazer sucesso, mesmo precisando disputar a atenção de outros comércios com novas iguarias que chamam a atenção dos seus clientes.

“As coisas mudam, isso está claro. Não apenas em outros comércios mas até mesmo entre os próprios vendedores de churros. Hoje em dia tem churros gourmet com vários recheios diferentes dos tradicionais, fica difícil de “disputar” contra eles mas eu consigo manter o meu espaço”, diz ele que faz questão de manter a qualidade e crocância do churros como era antigamente.

“É muito gratificante quando chega um cliente aqui e elogia o meu trabalho”, revela ele que conta com uma lista de clientes de diferentes idades, desde crianças saindo da escola até os professores da instituição que não conseguem resistir ao ‘cheiro da infância’.

Ao ser questionado se o vendedor de churros poderia estar ameaçado com a possibilidade de ver sua profissão extinta, Isaías é direto: “Eu acredito que a área está se transformando e é preciso acompanhar, investir em máquinas de qualidade e estar atento”, disse ele, que confessou que precisou se render às vendas de churros em festas de aniversários, casamentos e eventos de igreja.

”Abriu esse espaço para a gente que trabalha com isso e acaba sendo um dinheiro extra que entra”, revelou ele.

“Eu gosto muito do que eu faço, faço com gosto. Todos os dias eu lavo o maquinário, abro a carrocinha e fico aqui durante todo o dia”, diz Isaías que nutre voos maiores para o seu futuro. “Quero conseguir um dia comprar um motorhome e sair em viagem pelo mundo com a minha esposa”.

No próximo episódio, vamos contar a história da costureira que coleciona clientes mesmo com a concorrência dominando a área têxtil.

*Estagiária sob supervisão de Cyntia Fonseca

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