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Cientistas descobrem primeira resposta imunológica contra o coronavírus

Eles fizeram o estudo com o sangue de uma paciente infectada

relogio min de leitura | Redação 17 de março de 2020 - 17:00
Os cientistas estão em uma "corrida" para encontrar a cura para a doença
Os cientistas estão em uma "corrida" para encontrar a cura para a doença -

Um grupo de pesquisadores da Austrália pode ter feito uma descoberta importante na luta contra o coronavírus (Covid-19). Eles coletaram o sangue de uma paciente infectada moderadamente pela doença e, pela primeira vez, observaram uma resposta imunológica do organismo ao vírus. A situação foi confirmada nesta terça-feira (17). As informações são da revista Nature Medicine.

"Observamos uma resposta imunológica muito robusta que precedeu à recuperação clínica", afirmou Katherine Kedzierska, do Instituto Peter Doherty de Infecções e Imunidade da Universidade de Melbourne, uma das responsáveis pela pesquisa. Após isso, a médica ainda notou que a paciente, que estava mal, "três dias depois já estava curada".

Para a médica, essa descoberta pode ajudar em duas situações: na criação de uma vacina para combater o vírus ao replicar uma resposta imune natural do organismo, o que ocorre com toda vacina. E, ajuda também a identificar os quatro tipos de células imunológicas do sangue que ajudaram a paciente infectada a se recuperar.  Para Kedzierska, essas células são "muito semelhantes às que vemos nos pacientes com gripe".

A segunda aplicação da descoberta seria em ajudar as autoridades de saúde a entenderem e identificarem quais são os pacientes mais vulneráveis aos surtos, quais desenvolverão sintomas mais moderados e quais poderão morrer.

Para a médica australiana, essa descoberta é "um passo importante para entender a recuperação ao covid-19". Ela também disse que viu outros pacientes com sintomas moderados do coronavírus que, assim como a primeira paciente, tiveram uma mesma boa recepção ao estudo. "Agora podemos nos perguntar: qual é a diferença com pessoas (infectadas) que morrem?", indagou a profissão da área da saúde. 

"Isso mostra que o corpo pode produzir uma resposta imune muito positiva e poderosa contra o vírus, que está associada ao desaparecimento dos sintomas", apontou Sharon Lewin, diretora do Instituto Doherty e especialista em doenças infecciosas.

Recentemente, os cientistas começaram a realizar uma "corrida" para buscar a cura para o coronavírus, que se tornou uma pandemia mundial. São mais de 180 mil pessoas infectadas e mais de 7 mil mortes confirmadas pela doença. O coronavírus traz mais risco para idosos e pessoas com problemas pré-existentes, como diabetes e doenças do coração. As crianças são um dos grupos que não apresentaram nenhum sintoma forte ou risco de morte até o momento e os cientistas também buscam entender isso, inclusive Kedzierska, que afirmou que o sistema imunológicos das pessoas vai enfraquecendo com a idade.

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