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‘Série Profissões’: O tradicional pastel com caldo de cana conquista novos admiradores

Conheça o pasteleiro Júlio, que precisou se aventurar em uma nova área após o desemprego

relogio min de leitura | Redação 17 de março de 2020 - 18:00
Júlio Diniz tem 47 anos e começou seu empreendimento há 5 meses
Júlio Diniz tem 47 anos e começou seu empreendimento há 5 meses -

Por Thalita Queiroz*

Mais tradicional do que um pastel de feira com caldo de cana não há para o brasileiro. Um empreendimento que sempre deu muito certo, consegue resistir até hoje, seja em um estabelecimento fechado, na feira, no quiosque ou em uma barraca na rua. O segundo episódio da série Profissões que Resistem vai contar a história de um trabalhador que entrou para as estatísticas de desemprego no Brasil mas encontrou no pastel uma forma de se reinventar e de trabalhar com o que gosta.

Júlio Diniz, de 47 anos, é nascido e criado no Mutondo, bairro de São Gonçalo. Com apenas 5 meses trabalhando como pasteleiro, Júlio trabalhava com fotografia mas nutria um amor pela gastronomia só não sabia em qual área seguir. “Eu encontrei com um amigo antigo que tinha uma barraca de pastel e ele acabou me colocando nessa área”, relembra ele.

O empreendedor não sabia como era tradicional a venda do pastel mas que depois que iniciou a barraca da especiaria percebeu que havia um público muito fiel que gostava mesmo do pastel e que era algo insubstituível, independentemente do passar dos anos. “Um pastel bem feito prende o freguês, ele vem e prova que é um produto de qualidade”, observa ele.

“O gonçalense é carente de várias coisas e eu quero ter um bom produto pra vender para a família, quero que eles voltem para trazer novas pessoas”, diz Júlio que depois que entrou no ramo percebeu que o alimento em questão é um ótimo motivo para reunir a família ao redor de uma mesinha, reunir os amigos ou até mesmo ser comprado para substituir um almoço para pessoas que estão sem tempo. Júlio disse que capricha no seu pastel para que todos saiam satisfeitos.

Com o olhar voltado para as inovações, o pasteleiro não confia somente na popularidade de um bom pastel com cana mas quer estar por dentro do que há de mais novo na área. “Minha filha fez um curso técnico de gastronomia e estamos pesquisando, temos muitos projetos para agradar o cliente, apesar de ser uma simples barraca quero surpreender todos eles”.

No próximo episódio vamos contar a história de Isaías Freitas, um homem de 54 anos que caminha lado a lado do seu carrinho de churros. 

*Estagiária sob supervisão de Cyntia Fonseca

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